Formação e apoio a redes sindicais

O modelo sindical predominante no Brasil ainda se mostra bastante frágil com relação à negociação coletiva, à assinatura e ao cumprimento de acordos coletivos nacionais, em especial em empresas multinacionais. Na tentativa de superar essas limitações e fragmentações, surgem as redes sindicais de trabalhadores e trabalhadoras.

As redes sindicais ganham cada vez mais força e espaço na luta pela igualdade de direitos, em especial dentro de diferentes plantas de multinacionais instaladas em diversas regiões do País. Elas se mostram uma ferramenta fundamental na luta por simetrias de salários, condições de trabalho e benefícios sociais.

Apesar do fortalecimento, as redes ainda enfrentam resistência das multinacionais, em especial quanto ao reconhecimento da rede como interlocutora legítima para o diálogo social. A autossustentação também é um desafio permanente, assim como a legislação sindical brasileira, que não permite a organização sindical no local de trabalho.

Por outro lado, as redes oferecem a possibilidade de se criar organismos capazes de romper com a fragmentação sindical. Também são as redes que permitem a participação de diferentes centrais sindicais em planos de ação e objetivos comuns, outro importante avanço. Dessa forma, a apropriação por parte das redes de ferramentas e recursos sindicais, como  resoluções, normas internacionais e Acordos Marco Globais, não apenas multiplica informação e conhecimento, mas também contribui para uma visão mais aprofundada sobre o papel dos sindicatos em um ambiente de globalização.

Neste cenário, o Instituto Observatório Social, ao lado de parceiros como a CUT e central sindical alemã DGB, atua no suporte às redes. Em diferentes projetos, o IOS oferece apoio à organização e à formação das redes sindicais, auxilia no desenvolvimento de canais e de ferramentas para a ação sindical, e fortalece a troca de experiências e o conhecimento, por meio de oficinas de formação e de capacitação de lideranças de redes.