Cartilha orienta mulheres a como agir contra o assédio sexual no trabalho

Mais da metade das mulheres economicamente ativas em todo o mundo já passou por alguma situação de assédio sexual no trabalho. A estimativa é da Organização Mundial do Trabalho (OIT) e mostra o quando esse problema é constante no dia a dia de milhões de mulheres. Pensando neste problema, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) lançou a terceira edição da cartilha “Prevenção de Combate ao Assédio Sexual no Trabalho”. 

O objetivo do material é ajudar as trabalhadoras a identificar o assédio sexual, além de orientar sobre como buscar ajuda. De acordo com o material, assédio não se resume em paquera ou cantada e nem um jogo de sedução consentido por ambas as partes, mas um ato de violência onde existe a tentativa contínua de se ganhar o que quer através da pressão de apenas um lado “superior” e num nível hierárquico maior.  

Embora esse assédio possa acontecer com ambos os sexos, a cartilha é voltada para mulheres que, no ramo financeiro, são a maioria das vítimas. “O assédio é sempre um ato de poder sobre a vítima e, infelizmente, os cargos de maior poder dentro das empresas ainda são majoritariamente masculinos”, explica a secretária da Mulher da Contraf-CUT, Elaine Cutis.

Segundo a secretária, houve um aumento significativo no número de denúncias de assédio sexual entre bancários nos últimos anos. Em consulta realizada junto à base, o tema também foi apontado pelas bancárias como prioridade a ser debatida no ambiente sindical. “O problema cresceu na nossa categoria e isso leva a consequências bastante injustas e perversas, desde entraves na ascensão das carreiras, ao desenvolvimento de doenças psíquicas e emocionais e até mesmo à demissão”, afirma.

No Brasil, a legislação classifica o assédio sexual como crime desde 1991. O Código Penal define a conduta como “abordagem, não desejada pelo outro, com intenção sexual ou insistência inoportuna de alguém em posição privilegiada que usa dessa vantagem para obter favores sexuais de subalternos ou dependentes. Para sua perfeita caracterização, o constrangimento deve ser causado por quem se prevaleça de sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função”. 

A cartilha da “Campanha de prevenção e combate ao assédio sexual no trabalho” pode ser adquirida em todas as federações e sindicatos do Brasil. Confira, a seguir, a versão digital:

 

 

Data e hora: 
02/03/2016 14:30 2016
Ramo: