Formação sindical reúne dirigentes da Argentina, México e Brasil

Curso reúne dirigentes sindicais dos ramos de construção, metalúrgico, químicos e vestuário

 

Começa a partir da próxima terça-feira, 13, e segue até o dia 16, em São Bernardo do Campo, cidade do ABC Paulista, o terceiro módulo de formação do projeto Ação Frente às Multinacionais da América Latina. O evento é promovido pelo Instituto Observatório Social (IOS), pela Central Única dos Trabalhadores e tem o apoio da central sindical alemã DGB BW. O curso reúne dirigentes sindicais de quatro ramos do Brasil, México e da Argentina: Construção, Metalúrgicos, Químicos e Vestuário.    

O ex-deputado federal, José Genoíno, participa da abertura do curso no dia 14, às 10h, para falar da atual realidade política e social brasileira. Um pouco mais cedo, às 9h30, haverá informes da conjuntura argentina e mexicana. Uma análise do comportamento da indústria brasileira também será apresentada pelo  Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no dia 15, às 9h30.  

“O objetivo da formação é apontar ações dos trabalhadores frente à atual forma de organização global da produção capitalista”, informa Hélio da Costa, um dos coordenadores do projeto e  pesquisador do Observatório Social. Entre os temas do conteúdo que será ministrado estão campanhas internacionais de denúncia a empresas e mútua solidariedade trabalhista, redes sindicais nas cadeias globais de abastecimento, estratégias de resistência à agenda neoliberal e retrocesso na América Latina, entre outros.

Outras atividades previstas são visitas com dirigentes à sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC) e à emissora TVT.  Os participantes também devem relembrar as discussões da Jornada Continental pela Democracia e Contra o Neoliberalismo, lançada em julho desse ano durante o Fórum Social Mundial das Migrações, em São Paulo. A jornada é uma aliança de sindicatos e movimentos sociais para analisar o agravamento da situação política, especialmente na América Latina, decorrente da retomada do modelo neoliberal e medidas antidemocráticas.  

Similaridades

Atualmente, o maior desafio em comum dos três países que participam do curso são as políticas neoliberais. “Apesar do processo de inclusão social dos governos brasileiro e argentino nos últimos dez anos, estes países têm sofrido um forte revés com a vitória de Mauricio Macri na Argentina e com o impeachment da presidenta Dilma no Brasil”, ressalta Costa.

O cenário mexicano é ainda mais complexo. O país integra há 20 anos o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta pela sigla em inglês). O acordo que colocou o México em negociação com Estados Unidos (EUA) e Canadá, e selou sua dependência aos EUA, prometia estímulo ao desenvolvimento da economia mexicana. Entretanto, a desigualdade social, pobreza e desemprego no México têm se mantido estáveis.  

“No caso mexicano, essa desigualdade não só tem persistido como se aprofundado com a adoção do receituário dos seguidos governos neoliberais no México nos últimos 30 anos”, afirma Hélio.

Crédito da Foto: 
PixaBay
Data e hora: 
09/09/2016 11:15 2016
Data: 
09/09/2016 2016