Metalúrgicos fazem protesto nacional contra as reformas do governo

Metalúrgicos protestam em São Paulo contra a retirada de direitos trabalhistas

Nesta quinta-feira, 29, metalúrgicos participam do Dia Nacional de Luta e Paralisações em Defesa dos Direitos convocado por diferentes centrais sindicais como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Intersindical e CSP-Conlutas.  

Segundo estimativas de sindicatos, mais de 100 mil trabalhadores saíram às ruas no país para protestar contra o reajuste do salário mínimo, a flexibilização dos direitos trabalhistas e previdenciários e as mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), propostas pelo governo.  

“Vamos mostrar que não queremos o fim da Previdência e não aceitaremos a precarização dos nossos direitos. Vamos resistir", declarou o presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT), Paulo Cayres. O dirigente alerta que há um esforço conjunto entre governo e empresários para condicionar a recuperação da economia à flexibilização das leis trabalhistas. "Parte dessa crise foi estimulada. Houve uma retenção de investimentos para, na sequência,  implementar essa pauta”, afirmou Cayres.

Em São Paulo, teve passeata no bairro da Mooca, na Zona Leste, e concentração de manifestante em outros pontos da cidade como a região do Belém e na zona sul, próximo à ponte do Socorro. Também ocorreram protestos em Guarulhos, Mogi das Cruzes e Osasco.

Em São José dos Campos, trabalhadores da General Motors iniciaram uma greve de 24 horas. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos da  cidade, houve paralisação também nas empresas Embraer e Parker Hannifin.   
 

Com informações da Rede Brasil Atual, Agência Sindical e Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes 

 

Crédito da Foto: 
Rovena Rosa, Agência Brasil / Fotos Públicas
Data e hora: 
29/09/2016 16:30 2016
Data: 
29/09/2016 2016