Pesquisadores do IOS debatem a reforma da Previdência Social com aposentados

Pesquisadores do IOS participam de seminário da Finapi/CUT

Para debater o funcionamento da atual Previdência Social e as propostas de reforma do governo de Michel Temer, pesquisadores do Instituto Observatório Social (IOS) participaram nesta quinta-feira, 24, de um seminário da Federação Nacional dos Trabalhadores/as Aposentados/as, Pensionistas e Idosos/as (Fenapi-CUT). A atividade aconteceu no Sindicato dos Químicos de São Paulo.

Estiveram no encontro a coordenadora de pesquisa do IOS, Lilian Arruda, e os pesquisadores Leandro Machado e Juliana Sousa, além de dirigentes sindicais da categoria.

Juliana Sousa fala sobre o sistema previdenciário no Brasil, Chile e México

Além da reforma, os pesquisadores falaram durante o debate sobre os atuais marcos regulatórios e regimes da previdência existentes no Brasil. Abordaram também a realidade previdenciária no Chile e México, países onde as desigualdades sociais nos últimos anos se intensificaram devido ao modelo econômico neoliberal.  Além disso, nesses países, os trabalhadores enfrentam um sistema previdenciário que paga baixos valores e que corre o risco de ficar saturado em poucos anos.

 A reforma da previdência, no Chile, por exemplo, levou à completa privatização do sistema há mais de 30 anos,  e até hoje a medida suscita duras críticas por não oferecer uma aposentadoria que permita ao trabalhador chileno viver bem e com dignidade.

No Brasil, a reforma da previdência caminha na direção de deixar os trabalhadores na mão também. Entre as propostas anunciadas e que deverão ser aprovadas pelo Senado, está a criação de um salário de referência para as aposentadorias e pensões, desvinculando seus valores do reajuste do salário mínimo, com a aplicação apenas da correção da inflação. Isso significa que no futuro, trabalhadores correm o risco de viver com um valor abaixo do salário mínimo.

Outra possibilidade levantada é a cobrança de contribuição previdenciária de todos os aposentados.  As condições para os trabalhadores rurais também ficarão mais precarizadas. Para eles, a proposta é obrigá-los a contribuir com 5% e ter a idade aumentada para 65 anos, que hoje é de 60 para homens e 55 para mulheres. 

 O pesquisador Leandro Machado comenta os riscos da reforma proposta pelo governo Michel Temer

 

Comunicação IOS

Crédito da Foto: 
Arquivo IOS
Data e hora: 
24/11/2016 16:15 2016
Data: 
24/11/2016 2016