Relatório da Fenaj aponta crescimento da violência contra jornalistas

 

Ao todo, foram 222 vítimas de violência física ou verbal

Comunicação IOS

Em 2016, houve crescimento de 17,52% no número de casos de agressões contra jornalistas em relação a 2015. Ao todo, foram 161 agressões,  24 a mais do que as 137 registradas no ano passado.

Os dados são do Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa – 2016 -  realizado pela Federação Nacional dos Jornalistas  (Fenaj) em parceria com 31 sindicatos de jornalistas de vários estados.  O material foi divulgado ontem, 12, na sede da entidade, no Rio de Janeiro. 

De acordo com o levantantamento, 222 profissionais de todo o país foram submetidos a agressões físicas ou verbais, ameaças, intimidações, cerceamento por meio de ações judiciais, impedimentos ao exercício profissional e à atividade sindical, prisão, censura, atentados e assassinatos. “Apesar dos números alarmantes, temos a impressão de que os dados são subestimados. Muitos casos não se tornam públicos, pois o jornalista tem medo de se expor ao denunciar quando é vítima de violência. Identificar os casos de censura também ainda é um desafio. No relatório, são poucos, mas sabemos que esse número é muito maior”, afirmou a presidenta da Fenaj, Maria José Braga.

Segundo a Fenaj, as agressões físicas foram o tipo de violência mais comum em 2016, repetindo a tendência dos anos anteriores. A maioria dos trabalhadores  foram agredidos por policiais e guardas em manifestações de rua. Nessa situação, foram 40 casos que representam 25,47% do total de agressões registradas.   

Quem são os agressores? 

Fonte: Fenaj

O relatório traz ainda 26 casos de agressões verbais , 24 de ameaças  e intimidações, 5 de atentados, 3 casos de censura, 18 cerceamentos à liberdade de imprensa por meio de ações judiciais, 13 impedimentos ao exercício profissional, 10 casos de prisões, detenções ou cárcere privado e duas situações de violência contra a organização sindical da categoria.

A região que concentra mais violência contra jornalistas é a Sudeste com 44,10% dos casos registrados,  seguida da região Sul (18,63%),  Norte (16,15%), Centro-Oeste (11,18%) e Nordeste (9,94%).

A violência por região 

Fonte: Fenaj

O documento também inclui os 22 jornalistas que morreram durante o exercício da profissão no acidente com a delegação da Chapecoense em dezembro do ano passado. 

Para ler a pesquisa na íntegra clique aqui .

Com informações da Fenaj

Crédito da Foto: 
Fenaj
Data e hora: 
13/01/2017 13:45 2017
Data: 
13/01/2017 2017