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BOLETIM DAS REDES SINDICAIS NAS EMPRESAS MULTINACIONAIS

uSindicalistas da alimentação debatem ação das multinacionais

uShell fecha acordo com trabalhadores das áreas de risco

uFórum alternativo premia as 5 empresas mais irresponsáveis

uNasce o Correio Sindical Latino-americano

uSó 39,5% dos trabalhadores brasileiros têm emprego formal

uQuímicos comemoram vinte anos da comissão de saúde

 




AGENDA

Agenda March 7- 11 2005
Normas Internacionais do Trabalho para Magistrados, Juristas e Professores de Direito. Turim, Itália. Promoção da OIT.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 





 

 

 

 

 

 

 

 


Instituto Observatório Social
Diretoria Executiva
Kjeld Jakobsen - Presidente
Artur Henrique dos Santos (CUT/Brasil)
Ari do Nascimento (CUT/Brasil)
Maria Ednalva Bezerra de Lima(CUT/Brasil)
Carlos Roberto Horta (Unitrabalho)
Clemente Ganz Lúcio (Dieese)
Maria Inês Barreto (Cedec)
Clóvis Scherer (Coordenador Técnico Nacional)
Odilon Faccio (Coordenador Institucional)

Boletim Rede Sindical
Diretor Responsável:
Kjeld Jakobsen
Editores:

Odilon Faccio, José Drummond e Karen Brouwer
Equipe:
Ronaldo Baltar, Lilian Arruda, Pieter Sijbrandij
Jornalista Responsável:
Dauro Veras (SC 471-JP)
Colaboração:
Giuliano Saneh e Marques Casara

Tradução:
Jeffrey Hoff e Valéria Herzberg
Projeto Gráfico/Editoração:
Coordenação de Comunicação do IOS
Fotos: Ana Iervolino e Clóvis Scherer / Banco de Imagens IOS
Edição de imagens:
Ana Iervolino
Administração de sistemas:
Walter André Pires
Endereço:
Av. Mauro Ramos, 1.624, sala 202,
Centro, Florianópolis
Santa Catarina - Brasil
CEP: 88020-302
Tel.: (48) 3028-4400

redesindical@observatoriosocial.org.br



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Instituto Observatório Social - Nº 75 - 01 de fevereiro de 2005

FÓRUM SOCIAL MUNDIAL 2005
Intercâmbios sindicais
fortalecem trabalhadores

FSM 2005 - Foto Ana IervolinoNo dia 29/1, as entidades ligadas aos trabalhadores alemães, brasileiros e holandeses promoveram no FSM de Porto Alegre o Seminário Responsabilidade Social das Empresas: Experiências e estratégias de ação sindical em empresas multinacionais. Os relatos apontam para um crescimento na qualidade das relações entre empresas e trabalhadores e melhoria nas condições de trabalho no Brasil a partir das trocas de informações constantes entre os representantes dos trabalhadores.

O secretário de relações internacionais da CUT/Brasil, João Vaccari Neto, falou sobre a importância das normas da OIT (Organização Internacional do Trabalho) como instrumento de ação sindical. Para ele, um dos principais desafios do movimento sindical é levar as normas e lei para dentro das fábricas. Pierre Habbard, da TUAC (sigla em inglês do Comitê Consultivo Sindical para a OCDE - Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento), descreveu a importância das diretrizes da OCDE para a pressão sindical nas empresas.

Marcello Malentacchi, representante da Fitim (Federação Internacional de Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas), explicou que o papel da organização é negociar acordos globais que garantam que as multinacionais pratiquem as exigências mínimas estabelecidos pela OIT. Alberto Broch, da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), descreveu as desigualdades no setor rural brasileiro. Só 30% dos trabalhadores têm emprego formal. Quatro milhões de pequenas propriedades representam apenas 5% das terras no Brasil.

Moisés Ochoa, representante da ONG peruana PLADES, lembrou das dificuldades de se vigiar o cumprimento das normas trabalhistas em multinacionais localizadas em pontos remotos da região andina. O representante do Observatório Social da África relatou a experiência da organização em monitorar o comportamento das multinacionais que atuam em países do continente africano. Os representantes de sindicatos dos trabalhadores da Bayer, ThyssenKrupp, Philips, Unilever e Akzo Nobel narraram suas experiências na construção de redes sindicais unindo trabalhadores das diversas unidades das empresas no Brasil e na Europa.

Trabalho escravo

No dia 28/1, a oficina "Trabalho Escravo no Mundo Globalizado" lembrou o primeiro ano do assassinato dos fiscais Nelson José da Silva, João Batista Lages, Erastótenes de Almeida Gonçalves e do motorista Ailton Pereira de Oliveira, do Ministério do Trabalho e Emprego, numa emboscada em Unaí, Minas Gerais. A oficina foi organizada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Movimentos sociais e governo querem praticar a mesma estratégia usada no auge das campanhas de combate ao trabalho infantil: expor a cadeia produtiva à sociedade brasileira.

O jornalista Marques Casara, do Observatório, participou da mesa "Quem se utiliza do Trabalho Escravo", junto com Ana Sousa Pinto (CPT), Leonardo Sakamoto (ONG Repórter Brasil) e Sérgio Suiama (Associação Nacional dos Procuradores da República). Casara fez um panorama do trabalho escravo na cadeia produtiva da indústria do aço, que começa em pequenas carvoarias na Amazônia e envolve grandes siderúrgicas. Para o jornalista, cada cidadão que compra dessas empresas se beneficia da escravidão, mesmo que indiretamente, e a consciência do consumidor é uma das principais armas para combater essa prática. Em 2004 o trabalho escravo na cadeia produtiva do aço foi tema de uma reportagem na revista do IOS.

Sindicalistas da alimentação debatem
ação das multinacionais

FSM 2005 - Foto Clóvis SchererA Confederação Nacional dos Trabalhadores na Alimentação e Cereais (CONTAC/CUT) reuniu entre 27 e 30 de janeiro, durante o FSM, sindicalistas da América Latina, Caribe e Europa do setor da alimentação para discutir questões relativas a organização dos trabalhadores e a ação das multinacionais.

Os debates se concentraram na política da cervejeira Ambev, na exportação em ritmo acelerado do frango brasileiro e nas iniciativas dos trabalhadores brasileiros para evitar que a falida Parmalat feche no Brasil. Também foram discutidos os significados que têm os produtos transgênicos e as Parcerias Público-Privadas para a indústria de alimentos no mundo.

O presidente da CONTAC/CUT, Siderlei de Oliveira, levou aos sindicalistas europeus e latino-americanos as experiências que a confederação cutista tem tido diante das ações das grandes indústrias da alimentação no País e como vêm refletindo em outros países.

Fonte: Agência CUT

Shell fecha acordo com trabalhadores de área de risco

A Shell e o sindicato dos petroleiros, mediados pelo Ministério Público do Trabalho, chegaram a um acordo sobre a responsabilidade da empresa com funcionários e ex-funcionários do Terminal Vila Carioca, localizado no Ipiranga, zona sul de São Paulo. Laudos e análises do Ministério Público, da Companhia Estadual de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e da Vigilância Sanitária do Estado mostraram, em 2002, que o solo e o lençol freático da região estavam contaminados por metais pesados, como chumbo, níquel e cádmio, por produtos químicos, como benzeno, tolueno e xileno, além dos pesticidas aldrin, diodrin e DDT.

Pelo Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta, a Shell se compromete a remediar a área contaminada, a não despejar ou enterrar novos resíduos derivados de petróleo e a monitorar a presença dos metais, produtos químicos e vapores emanados. Também oferece - sem, no entanto, assumir responsabilidade - exames médicos específicos aos funcionários. O acordo foi assinado cerca de um ano e meio depois de o sindicato ter entrado na Justiça contra a empresa.

As ações assumidas pela Shell no acordo dizem respeito apenas à área interna do terminal e aos seus funcionários. A situação dos moradores da Vila Carioca, que também foram afetados pela contaminação, continua indefinida. Laudos mostraram que metais pesados e produtos químicos contaminaram quatro poços artesianos - um deles dentro de um condomínio.

Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo

Fórum Econômico alternativo premia as
cinco empresas mais irresponsáveis

A organização "Olho Público em Davos" premiou cinco multinacionais - Dow Chemical, Shell, KPMG, Nestlé e Wal-Mart - por considerá-las as mais "irresponsáveis" em termos sociais e ecológicos.

A associação, que reúne diversas organizaçoes não-governamentais helvéticas, concedeu os prêmios às cinco companhias durante a inauguração das reuniões alternativas que aconteceram em Davos, simultaneamente ao Fórum Econômico Mundial.

As multinacionais "premiadas" foram selecionadas dentre 24 sugeridas por ONGs de todo o mundo, porque "claramente ilustram o lado ruim da globalização econômica", informaram os organizadores.

Fonte: O Globo Online

Nasce o Correio Sindical Latino-americano

O Correio Sindical Mercosul, clipping eletrônico criado em 1999 pelo escritório uruguaio da FES (Fundação Friedrich Ebert) e executado pela CESI (Consultoria Econômica Social Integrada) com apoio da CCSCS (Coordenadora de Centrais Sindicais do Cone Sul), vai ganhar novo formato este ano.

O novo projeto, Correio Sindical Latino-americano, terá duas edições de notícias e uma edição temática por mês. Suas seções abordarão temas como comércio, empresas transnacionais, integração regional e sindicalismo, tendo como foco principal a América Latina e o interesse dos sindicatos.

Mais informações com Maria Silvia Portela de Castro

Só 39,5% dos trabalhadores
brasileiros têm emprego formal

A informalidade no mercado de trabalho do Brasil parou de crescer em 2004, embora ainda não haja inversão de tendência, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Do total de pessoas empregadas em dezembro, 39,5% tinham carteira de trabalho assinada. É um pouco mais do que os 39,1% de dezembro de 2003. A marca, porém, está longe de voltar ao nível de dezembro de 2002: 41,4%.

Segundo Cimar Azeredo Pereira, do IBGE, os dados mostram que o emprego formal voltou a subir em 2004, graças a recuperação do nível de atividade econômica. Mas o aumento, afirma, ainda não foi suficiente para reduzir a informalidade aos patamares de antes da crise de 2003.

Para o economista Claudio Dedecca, da Unicamp, os resultados de dezembro mostram existir uma grande massa de trabalhadores sem garantias legais que ainda precisam ser incorporados. Isso só ocorrerá, afirma, com a expansão do rendimento e crescimento econômico.

Fonte: Folha de S. Paulo

Químicos comemoram vinte
anos da Comissão de Saúde

O Sindicato dos Químicos do ABC comemorou no dia 29 de janeiro os 20 anos de existência da COMSAT - Comissão de Saúde, Trabalho e Meio Ambiente. Durante a cerimônia, na sede do Sindicato em Santo André, foram realizadas atividades de teatro e exposição de fotos do Projeto Vidaviva: Vivências - A trajetória de um trabalhador químico na luta pelo o reconhecimento da doença do trabalho.

 

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