|
BOLETIM DAS REDES SINDICAIS NAS EMPRESAS MULTINACIONAIS
|
|
|
uSindicalistas da alimentação debatem ação das multinacionais uShell fecha acordo com trabalhadores das áreas de risco uFórum alternativo premia as 5 empresas mais irresponsáveis uNasce o Correio Sindical Latino-americano uSó 39,5% dos trabalhadores brasileiros têm emprego formal uQuímicos comemoram vinte anos da comissão de saúde
AGENDA Agenda March 7- 11 2005
Instituto Observatório Social Boletim Rede Sindical redesindical@observatoriosocial.org.br
|
Instituto Observatório Social - Nº 75 - 01 de fevereiro de 2005 FÓRUM SOCIAL MUNDIAL 2005
O
secretário de relações internacionais da
CUT/Brasil, João Vaccari Neto, falou sobre a importância
das normas da OIT (Organização Internacional do
Trabalho) como instrumento de ação sindical. Para
ele, um dos principais desafios do movimento sindical é
levar as normas e lei para dentro das fábricas. Pierre
Habbard, da TUAC (sigla em inglês do Comitê Consultivo
Sindical para a OCDE - Organização para Cooperação
Econômica e Desenvolvimento), descreveu a importância
das diretrizes da OCDE para a pressão sindical nas empresas.
Marcello Malentacchi, representante da Fitim (Federação Internacional de Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas), explicou que o papel da organização é negociar acordos globais que garantam que as multinacionais pratiquem as exigências mínimas estabelecidos pela OIT. Alberto Broch, da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), descreveu as desigualdades no setor rural brasileiro. Só 30% dos trabalhadores têm emprego formal. Quatro milhões de pequenas propriedades representam apenas 5% das terras no Brasil. Moisés Ochoa, representante da ONG peruana PLADES, lembrou das dificuldades de se vigiar o cumprimento das normas trabalhistas em multinacionais localizadas em pontos remotos da região andina. O representante do Observatório Social da África relatou a experiência da organização em monitorar o comportamento das multinacionais que atuam em países do continente africano. Os representantes de sindicatos dos trabalhadores da Bayer, ThyssenKrupp, Philips, Unilever e Akzo Nobel narraram suas experiências na construção de redes sindicais unindo trabalhadores das diversas unidades das empresas no Brasil e na Europa. Trabalho escravo No dia 28/1, a oficina "Trabalho Escravo no Mundo Globalizado" lembrou o primeiro ano do assassinato dos fiscais Nelson José da Silva, João Batista Lages, Erastótenes de Almeida Gonçalves e do motorista Ailton Pereira de Oliveira, do Ministério do Trabalho e Emprego, numa emboscada em Unaí, Minas Gerais. A oficina foi organizada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Movimentos sociais e governo querem praticar a mesma estratégia usada no auge das campanhas de combate ao trabalho infantil: expor a cadeia produtiva à sociedade brasileira. O jornalista Marques Casara, do Observatório, participou da mesa "Quem se utiliza do Trabalho Escravo", junto com Ana Sousa Pinto (CPT), Leonardo Sakamoto (ONG Repórter Brasil) e Sérgio Suiama (Associação Nacional dos Procuradores da República). Casara fez um panorama do trabalho escravo na cadeia produtiva da indústria do aço, que começa em pequenas carvoarias na Amazônia e envolve grandes siderúrgicas. Para o jornalista, cada cidadão que compra dessas empresas se beneficia da escravidão, mesmo que indiretamente, e a consciência do consumidor é uma das principais armas para combater essa prática. Em 2004 o trabalho escravo na cadeia produtiva do aço foi tema de uma reportagem na revista do IOS. Sindicalistas
da alimentação debatem
Os debates se concentraram na política da cervejeira Ambev, na exportação em ritmo acelerado do frango brasileiro e nas iniciativas dos trabalhadores brasileiros para evitar que a falida Parmalat feche no Brasil. Também foram discutidos os significados que têm os produtos transgênicos e as Parcerias Público-Privadas para a indústria de alimentos no mundo. O presidente da CONTAC/CUT, Siderlei de Oliveira, levou aos sindicalistas europeus e latino-americanos as experiências que a confederação cutista tem tido diante das ações das grandes indústrias da alimentação no País e como vêm refletindo em outros países. Fonte: Agência CUT Shell
fecha acordo com trabalhadores de área de risco A Shell e o sindicato dos petroleiros, mediados pelo Ministério Público do Trabalho, chegaram a um acordo sobre a responsabilidade da empresa com funcionários e ex-funcionários do Terminal Vila Carioca, localizado no Ipiranga, zona sul de São Paulo. Laudos e análises do Ministério Público, da Companhia Estadual de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e da Vigilância Sanitária do Estado mostraram, em 2002, que o solo e o lençol freático da região estavam contaminados por metais pesados, como chumbo, níquel e cádmio, por produtos químicos, como benzeno, tolueno e xileno, além dos pesticidas aldrin, diodrin e DDT. Pelo Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta, a Shell se compromete a remediar a área contaminada, a não despejar ou enterrar novos resíduos derivados de petróleo e a monitorar a presença dos metais, produtos químicos e vapores emanados. Também oferece - sem, no entanto, assumir responsabilidade - exames médicos específicos aos funcionários. O acordo foi assinado cerca de um ano e meio depois de o sindicato ter entrado na Justiça contra a empresa. As ações assumidas pela Shell no acordo dizem respeito apenas à área interna do terminal e aos seus funcionários. A situação dos moradores da Vila Carioca, que também foram afetados pela contaminação, continua indefinida. Laudos mostraram que metais pesados e produtos químicos contaminaram quatro poços artesianos - um deles dentro de um condomínio. Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo A organização "Olho Público em Davos" premiou cinco multinacionais - Dow Chemical, Shell, KPMG, Nestlé e Wal-Mart - por considerá-las as mais "irresponsáveis" em termos sociais e ecológicos. A associação, que reúne diversas organizaçoes não-governamentais helvéticas, concedeu os prêmios às cinco companhias durante a inauguração das reuniões alternativas que aconteceram em Davos, simultaneamente ao Fórum Econômico Mundial. As multinacionais "premiadas" foram selecionadas dentre 24 sugeridas por ONGs de todo o mundo, porque "claramente ilustram o lado ruim da globalização econômica", informaram os organizadores. Fonte: O Globo Online O Correio Sindical Mercosul, clipping eletrônico criado em 1999 pelo escritório uruguaio da FES (Fundação Friedrich Ebert) e executado pela CESI (Consultoria Econômica Social Integrada) com apoio da CCSCS (Coordenadora de Centrais Sindicais do Cone Sul), vai ganhar novo formato este ano. O novo projeto, Correio Sindical Latino-americano, terá duas edições de notícias e uma edição temática por mês. Suas seções abordarão temas como comércio, empresas transnacionais, integração regional e sindicalismo, tendo como foco principal a América Latina e o interesse dos sindicatos. Mais
informações com Maria
Silvia Portela de Castro Só
39,5% dos trabalhadores
Segundo Cimar Azeredo Pereira, do IBGE, os dados mostram que o emprego formal voltou a subir em 2004, graças a recuperação do nível de atividade econômica. Mas o aumento, afirma, ainda não foi suficiente para reduzir a informalidade aos patamares de antes da crise de 2003. Para o economista Claudio Dedecca, da Unicamp, os resultados de dezembro mostram existir uma grande massa de trabalhadores sem garantias legais que ainda precisam ser incorporados. Isso só ocorrerá, afirma, com a expansão do rendimento e crescimento econômico. Fonte: Folha de S. Paulo Químicos comemoram
vinte O Sindicato dos Químicos do ABC comemorou no dia 29 de janeiro os 20 anos de existência da COMSAT - Comissão de Saúde, Trabalho e Meio Ambiente. Durante a cerimônia, na sede do Sindicato em Santo André, foram realizadas atividades de teatro e exposição de fotos do Projeto Vidaviva: Vivências - A trajetória de um trabalhador químico na luta pelo o reconhecimento da doença do trabalho.
|
|
u
|
|
|
|