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BOLETIM
DAS REDES SINDICAIS
NAS EMPRESAS MULTINACIONAIS |
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u Sindicato da Holanda reconsidera acordo com a Akzo Nobel u Perfil de empresa: Companhia Vale do Rio Doce u
CIOSL
lança estudo Violações dos Direitos Sindicais
2004 |
Instituto
Observatório Social
Nº 43 - 8 de junho de 2004 |
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Os
Princípios do Equador se aplicam a projetos que envolvem mais de
50 milhões de dólares. Entre os critérios estão
o impacto ambiental do projeto sobre flora e fauna, a exigência
de compensações em dinheiro para populações
afetadas por um projeto (por exemplo, famílias obrigadas a mudar
por inundação causada por uma hidrelétrica), a proteção
a comunidades indígenas e proibição de financiamento
ao uso de trabalho infantil ou escravo. O
sistema classifica empréstimos em relação ao risco
ambiental e social em três categorias: A (alto risco), B (risco
médio) e C (baixo risco). Para os projetos classificados como A
ou B, os bancos se comprometem a fazer um relatório ambiental sugerindo
mudanças no projeto para reduzir os riscos à comunidade
onde serão implantados, no qual deve estar incluída a alternativa
de não concluir o projeto. Ao todo, 25 bancos já adotam.
Para sindicalistas ligados ao setor bancário, que conheceram o documento na oficina de Responsabilidade Social, os princípios representam uma oportunidade para ação sindical. Eles acreditam que é importante uma atuação internacional a fim de aperfeiçoar e incluir novos tópicos no documento. Outra proposta é que os princípios figurem nos códigos de condutas dos bancos. Os sindicalistas alertam também que é importante baixar o limite atual de 50 milhões de dólares, para que mais projetos passem pela avaliação dos bancos. Fontes: Gazeta Mercantil, Estadão, Valor e IOS.
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| AGENDA |
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13
a 18 de junho 21
a 23 de junho 30
de junho 1º de julho 1º
de julho 2
a 4 de julho 5
de julho 5
e 6 de julho 15
a 20 de julho 21
a 23 de julho 9
e 10 de agosto 25
e 26 de agosto 6
a 15 de novembro 20
a 30 de novembro |
Sindicato
da Holanda reconsidera A
entidade sindical holandesa FNV Bondgenoten acaba de definir sua primeira
reivindicação de aumento salarial estrutural para 2005,
sendo de 1,25% para 1º de janeiro de 2005 na Akzo Nobel. O
sindicato fez uma proposta de novo acordo coletivo à Akzo Nobel,
que deveria vigorar até 1º de março de 2005, combinado
a um aumento salarial estrutural de 1,25% em 1º de janeiro. A Akzo
Nobel rejeitou a proposta e fez uma outra oferta final. O sindicato
está apresentando esta oferta aos seus membros com a orientação
de rejeitá-la. De
acordo com o presidente do Sindicato, Ben Roodhuizen, a Akzo Nobel negociou
"com os freios puxados". Os gargalos são: salários;
benefícios médicos suplementares no segundo ano de afastamento
por doença; e o futuro da aposentadoria precoce. Estes são assuntos diretamente ligados ao fracasso das negociações, em março, entre o sindicato geral e o governo holandês a respeito do plano de pré-aposentadoria e ao novo sistema de benefícios. Akzo
Nobel está para adquirir A companhia Britânica Aon Motor Accident Management (AMAM) vai se tornar parte da Nobilas, uma divisão da Akzo Nobel. A Nobilas administra o ciclo de consertos de carros, incluindo o gerenciamento de reclamações e emissão e envio de faturas para todas as partes envolvidas. Com essa aquisição, a Nobilas assegurará uma posição de liderança no mercado do Reino Unido e um maior crescimento na Europa. Rede Disco, ligada a Ahold, vai ao tribunal A rede de supermercados argentina DISCO, ainda parte das preocupações da Ahold, foi ao tribunal em 2 de junho. A companhia está sendo acusada de fraude e sonegação fiscal. Após os escândalos contábeis, a Ahold decidiu vender todas as suas redes de supermercado latino-americanas. A brasileira Bompreço já foi vendida à americana Wal Mart, mas a rede argentina Disco permanece um problema. As 236 lojas ainda não foram vendidas, apesar de a Ahold estar em contato com a empresa chilena Cencosud. Antes de poder vender a Disco à Cencosud, a Ahold precisa resolver todos os problemas legais. Ahold quer conquistar a Europa A Ahold anunciou que quer investir em controle acionário na Europa em 2006. O propósito desta estratégia é aumentar taxa de substituição de funcionários na Europa. No momento suas prioridades são a recuperação da empresa e a diminuição das dívidas. Atualmente, 75% da taxa de substituição de trabalhadores é obtida nos EUA. |
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Fatos e números da CVRD
A Vale está presente em 13 estados brasileiros: Minas Gerais, Espírito Santo, Pará, Maranhão, Tocantins, Sergipe, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Países
em que a empresa mantém negócios: EUA, Argentina,
Chile e Peru, Bélgica, França, Noruega, China, Japão,
Bahrain, Gabão e Mongólia. Áreas de atuação: Mineração, Logística e Geração de Energia Elétrica. Responsabilidade social: A empresa apresenta como responsabilidade social programas como: geração de oportunidades para a superação da pobreza; apoio aos investimentos em educação; oferta de empregos de boa qualidade; qualidade de vida aos empregados (Vale Viver); e política de proteção ao meio ambiente. Meio ambiente: A empresa diz adotar medidas de proteção ambiental tecnicamente comprovadas e economicamente viáveis. Divulga que foi uma das primeiras empresas brasileiras a implementar um processo de gestão ambiental baseado na Norma ISO 14001, obtendo 12 certificações até o final de 2002. Recentemente, a empresa foi multada pelo IBAMA em R$ 2 milhões por por danos ambientais no entorno da Floresta Nacional dos Carajás (PA). |
Vale:
ex-estatal é a maior A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) é a maior mineradora diversificada das Américas e a quinta empresa do mundo em mineração de metais. Suas principais áreas de atuação são as de minério de ferro, manganês, bauxita, ouro, caulim e cobre. Ela é líder mundial no mercado de minério de ferro e pelotas, segunda maior produtora global de manganês e ferroligas, além de maior prestadora de serviços de logística do Brasil. A empresa está presente em 13 estados brasileiros e em países das Américas, Europa, África e Ásia. História
A Vale surgiu em 1942, por meio de um decreto do presidente Getúlio
Vargas. A empresa foi criada como sociedade anônima de economia
mista, a partir de duas companhias existentes. Em 1952, o governo brasileiro
assumiu controle do sistema operacional da Vale e a transformou em uma
empresa estatal. Em 1997, a Vale foi totalmente privatizada. Hoje ela
é controlada pela Valepar, que tem como principais acionistas a
Bradespar e a Previ, fundo de previdência dos funcionários
do Banco do Brasil. Trabalhadores De acordo com dados da empresa, em 2003 a CVRD contava com 16.338 trabalhadores. Em entrevista aos pesquisadores do Instituto Observatório Social, sindicalitas afirmam que existe um número maior de trabalhadores: para cada empregado direto há 1,2 terceirizado. Isso significa que em 2003 a CVRD tinha em suas instalações 19.605 terceirizados, contabilizando um total geral de 35.943 trabalhadores. Eles são representados por 23 bases sindicais, parte filiada à CUT, parte à Força Sindical, outros são independentes ou não atuam de forma organizada. Não existem Comissões de Fábricas, somente delegados sindicais e representantes da CIPA. Terceirização
A empresa afirma manter relações contratuais e seguir à
risca as normas de co-responsabilidade trabalhista e previdenciária
em relação ao trabalho terceirizado. No entanto, sindicatos
têm documentos que comprovam que, em Minas Gerais e Sergipe, existem
trabalhadores terceirizados que estão de 10 a 15 anos trabalhando
ininterruptamente, sem tirar férias. Há relatos também
de trabalhadores que são demitidos da Vale e contratados por terceiras
por um salário menor. Fornecedores De acordo com a CVRD, mais de 16 mil empresas de grande, médio e pequeno porte fornecem bens e serviços. A empresa criou em 2003 normas de conduta aos fornecedores e tem a área de Gestão de Fornecedores, que administra um cadastro de prestadores de serviços. |
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CIOSL
lança estudo Violações A CIOSL (Confederação Internacional das Organizações Sindicais Livres) lança seu informe anual que registra em 134 países as violações aos direitos sindicais. Trata-se de um apanhado dos casos de assassinatos, maus tratos físicos, ameaça de morte, prisões e demissões de todos aqueles que tentaram exercer atividades sindicais em todo o mundo durante o ano de 2003. O documento inclui casos condenáveis de governos que não têm interesse que as leis trabalhistas nacionais e internacionais sejam aplicadas, ignorando os abusos cometidos contra os direitos de trabalhadores. Relata casos de empregadores que hostilizam os trabalhadores, fazendo com que abandonem os sindicatos sob ameaças de demissões. Traz ainda informes sobre atos de violência perpetrada contra os ativistas sindicais. O informe da CIOSL deve estar disponível na Internet ainda esta semana em http://www.icftu.org/default.asp?Language=ES
Fonte: CIOSL Petroleiros
querem criar Nos próximos dias 21, 22 e 23 de junho acontece em Fortaleza (CE) o Seminário Internacional dos Petroleiros. O objetivo é discutir a construção da rede internacional dos trabalhadores da Petrobras. O evento é uma iniciativa da FUP (Federação Única dos Petroleiros) e da ICEM (Federação Internacional de Sindicatos da Indústria Química, de Energía, Minas e Diversas), com apoio da apoio da Petrobras e assessoria do DIEESE. Devem participar petroleiros dos países onde a Petrobras tem atuação, além de convidados do Mercosul. Fonte: Boletim Primeira Mão
Há três anos, o dia 12 de junho foi estabelecido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) como o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil. Este ano, para marcar a data, a OIT está lançando um novo estudo que enfoca o trabalho doméstico infantil. No Brasil, crianças de vários estados irão lembrar a data com a "Marcha do Catavento" - o símbolo da campanha contra o trabalho infantil. Fonte: OIT |
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| Boletim
Rede Sindical Endereço: Av. Mauro Ramos, 1.624, sala 202, Centro, Florianópolis Santa Catarina - Brasil Brasil - CEP: 88020-302 Tel.: (48) 3028-4400 E-mail: redesindical@observatoriosocial.org.br Site: www.observatoriosocial.org.br |
Instituto
Observatório Social Diretoria Executiva Kjeld Jakobsen - Presidente Artur Henrique dos Santos (CUT/Brasil) Ari do Nascimento (CUT/Brasil) Maria Ednalva Bezerra de Lima(CUT/Brasil) Carlos Roberto Horta (Unitrabalho) Clemente Ganz Lúcio (Dieese) Maria Inês Barreto (Cedec) Clóvis Scherer (Coordenador Técnico Nacional) Odilon Faccio (Coordenador Institucional) |
Boletim
Rede Sindical Diretor Responsável: Kjeld Jakobsen Editores: Odilon Faccio, José Drummond e Karen Brouwer Equipe: Ronaldo Baltar, Lilian Arruda, Pieter Sijbrandij Jornalista Responsável: Laura Tuyama (SC 959-JP) Colaboração: Sandra Werle (SC 515-JP) Tradução: Jeffrey Hoff e Valéria Herzberg Projeto Gráfico/Editoração: Coordenação de Comunicação do IOS Fotos: Banco de Imagens Instituto Observatório Social Edição de imagens: Ana Iervolino Administração de sistemas: Walter André Pires |
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