ENGLISH n

ESPAÑOLn

EDIÇÕES
ANTERIORES
n
 
BOLETIM DAS REDES SINDICAIS
NAS EMPRESAS MULTINACIONAIS

uEmprego em bancos
cai 29% em dez anos

uRio Tinto investirá
US$ 650 milhões em novo pólo de aço

uPresidente da Shell-Brasil fala aos funcionários sobre futuro da empresa

uComerciários de Campina Grande fecham
acordo com BomPreço/Wal-Mart

uSeminário visa criar rede entre sindicatos em empresas americanas

uCarrefour planeja expansão no Brasil

Instituto Observatório Social
Nº 56 - 8 de setembro de 2004

OIT: maioria dos trabalhadores
no mundo vive em
insegurança econômica

Somente 8 de cada 100 trabalhadores no mundo vivem em países que possuem condições favoráveis de segurança econômica. Este dado é resultado do novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), “Economic Security for a Better World” (Segurança Econômica para um Mundo Melhor).

O estudo ressalta que a segurança econômica básica, junto com a democracia e o investimento do governo na segurança social, beneficiam o crescimento, asseguram a estabilidade social e promovem a felicidade.

O relatório da OIT se baseia em pesquisas com mais de 48 mil trabalhadores e 10 mil empresas em todo o mundo, assim como um banco de dados de segurança social global e estatísticas nacionais.

A segurança econômica é medida com base em sete formas de segurança relacionadas ao trabalho: oportunidade de emprego, proteção contra demissões injustas, evolução na carreira, medidas de proteção da saúde no trabalho, treinamento, salário mínimo e representação sindical. Mais de 90 países, representando mais de 85% da população mundial, foram classificados em relação a esses critérios.

A pesquisa indica que o fator mais importante para a felicidade não é o quanto se ganha, e sim a segurança em ter um rendimento e o baixo grau de desigualdade salarial. Ou seja, parece ser mais importante ao trabalhador um salário estável, que seja previsível e justo.

A pesquisa afirma também que ter mais habilidades não necessariamente faz o trabalhador mais feliz. Esse resultado é atribuído ao sentimento de frustração que muitas pessoas sentem por possuírem habilidades que não são usadas no trabalho.

O Brasil está na 39ª posição no ranking dos países que oferecem segurança econômica. Faz parte das nações que têm políticas e instituições aparentemente boas, mas resultados menos significativos. No quesito segurança de salários, é o 41º. Está na 37ª posição em mercado de trabalho e proteção contra demissões. É 36º em satisfação e estabilidade do trabalho. Em proteção contra acidentes de trabalho está em 34ª. No sistema de representação sindical, fica na 40ª posição. Cai para 70ª quando o quesito é a utilização de competências.

Fontes: OIT, Valor e Financial Times
.

AGENDA

13 e 14 de setembro
Oficina de Sindicalismo e Responsabilidade Social e Oficina Conexão Sindical com a CONTAG. Em Brasília.

29 e 30 de setembro
Encontro dos Sindicatos da Unilever. Local a ser confirmado.

20 de outubro
Jornada Continental de Luta no ABN-Amro Bank. No Brasil, Paraguai, Argentina, Uruguai e Chile.

6 a 15 de novembro
IV Intercâmbio Sindical Alemanha-Brasil-Holanda. Na Alemanha.

20 a 30 de novembro
V Intercâmbio Sindical Alemanha-Brasil-Holanda. Na Holanda.

Emprego em bancos
cai 29% em dez anos

O lucro de todos os bancos nos últimos dez anos passou de R$ 9,6 bilhões em 1994 para R$ 21,7 bilhões no ano passado, uma variação de 126%. No mesmo período, o número de funcionários caiu 29%: de 571,2 mil para 405,4 mil, de acordo com as estatísticas do Ministério do Trabalho.

Os dados foram apurados pelo jornal Valor Econômico, que ressalta também que a diminuição de emprego nos bancos está diretamente relacionada a diversos fatores, entre eles a tecnologia.

O atendimento pela internet, por exemplo, chegou a 2003 a 11,27%, de acordo com dados da Fenaban. A ferramenta praticamente inexistia para o grande público há dez anos. Já o auto-atendimento em caixas automáticos foi de 32,37%, enquanto nos tradicionais guichês foi de apenas 18,9%.
Outra explicação para a diminuição de pessoal é que, com o controle da inflação, o número de operações financeiras feitas pelo pessoal interno dos bancos caiu drasticamente.

A concentração do setor, puxada pela seqüência de fusões no final dos anos 90 e início da nova década, foi outro fator que pesou na onda de cortes, avalia Ana Carolina Tosetti, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).

O número de bancários atingiu o patamar mínimo em 2001, após a compra do Banespa pelo Santander, quando havia no mercado 393,1 mil profissionais. Nos anos 80, a categoria contava com mais de 800 mil pessoas.

Fonte: Valor Econômico

Rio Tinto investirá
US$ 650 milhões em novo pólo de aço

A mineradora Rio Tinto definiu um plano de investimentos de US$ 650 milhões para o Brasil. O valor, a ser aplicado em três anos, é maior do que o total investido pela companhia anglo-australiana nos 33 anos em que opera no país.

Segunda maior produtora de minério de ferro do mundo, a mineradora investirá na expansão de sua mina em Corumbá (MS) e no desenvolvimento de um pólo de mineração e siderurgia em sociedade com o grupo argentino Techint, para produção de 1 milhão de toneladas de ferro e aço. Além do desenvolvimento do pólo de Corumbá, a empresa está trabalhando em pesquisa mineral de bauxita e diamantes no Brasil, mas deve deixar a exploração de ouro.

Fonte: Valor.


 

 

 

 

 

 

Presidente da Shell-Brasil fala aos
funcionários sobre futuro da empresa

O presidente da Shell, Aldo Castelli, enviou pessoalmente um comunicado aos cerca de 2 mil funcionários no país para falar pela primeira vez sobre a possibilidade de venda de ativos de distribuição no Brasil.

Segundo uma fonte da companhia, Castelli teria confirmado uma reestruturação do portfólio mundial da companhia, citando as vendas de postos na Venezuela e em Portugal, mas disse que o segmento de distribuição no Brasil tem apresentado bons resultados.

O presidente da companhia visitou cada andar da sede da empresa, no Rio, e tentou tranqüilizar os funcionários.

Em 2003, a Shell Brasil registrou prejuízo de R$ 632 milhões, cinco vezes maior do que o prejuízo de R$ 125,7 milhões em 2002. Já em 2001, a empresa teve lucro de R$ 77 milhões. As perdas no Brasil são atribuídas aos investimentos em exploração e produção.

A companhia já investiu cerca de US$ 400 milhões no país e aumentou seu portifólio de 11 para 17 blocos, durante a Sexta Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Fonte: Power, citando Valor



No Canadá a participação das mulheres nos sindicatos está aumentando. Elas já correspondem a 48% dos sindicalizados. Em 1977, eram apenas 12%. No Brasil, a taxa de sindicalização feminina é de 36%.

Comerciários de Campina Grande fecham
acordo com BomPreço/Wal-Mart

A direção do Sindicato dos Empregados no Comércio de Campina Grande(PB) e região fechou acordo com a rede de supermercados BomPreço/Wal-Mart sobre a forma de participação dos funcionários nos resultados da empresa.

No acordo, os funcionários vão ter direito a participação nos resultados se cumprirem as metas estabelecidas pelo supermercado dentro de um determinado período.

O objetivo do sindicato é que no acordo do próximo ano os trabalhadores consigam discutir a participação não apenas nos resultados, mas principalmente nos lucros, já que esta independe de atingir metas e está ligada aos lucros obtidos pela empresa.
Fonte: Contracs

 
 

Seminário visa criar rede entre
sindicatos em empresas americanas

Debater o comportamento das empresas americanas na Bahia é um dos objetivos do seminário que o Sindicato dos Químicos/Petroleiros está organizando no dia 11 de setembro, em Salvador.

O evento pretende reunir militantes e dirigentes sindicais que atuam em empresas de capital americano presentes na Bahia. Para os organizadores, este encontro deverá ser o primeiro passo para constituir um coletivo de sindicatos que atuam nas diferentes empresas americanas.

“Nós temos notado que as empresas de capital norte-americano têm um perfil bastante universalizado. Ao mesmo tempo, as atividades sindicais por empresas não estão tendo um resultado eficiente na promoção de melhoria das condições de trabalho. A formação de uma rede de sindicatos de trabalhadores de diferentes empresas pode fortalecer a nossa posição”, afirma Delsuc Gomes, diretor do sindicato e funcionário da empresa Millennium.

A programação será aberta pela palestra de Carolyn Kasdyn, representante no Brasil da Solidarity Center, entidade ligada à central sindical norte-americana AFL-CIO. Ela irá falar sobre o modelo sindical dos Estados Unidos, a forma como funcionam as negociações coletivas, bem como os intercâmbios e campanhas mundiais que sua entidade participa.

Entre as empresas norte-americanas presentes na Bahia, estão: Air Products, Dow Química, DuPont, Halliburton, Millennium, Monsanto, Química Geral do Nordeste (QGN - Church & Dwight), Ucar, White Martins e Xerox.

Mais informações: Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Químico/Petroleiro (BA), fone (71) 243-8788 e e-mail: secretaria@sind.org.br.


Carrefour planeja expansão no Brasil

A cadeia francesa de supermercados Carrefour planeja investir cerca de 500 milhões de euros (603,9 milhões de dólares) nos próximos 3 anos no Brasil para retomar sua participação no mercado local, segundo matéria publicada no jornal francês Les Echos.

Os investimentos começarão a ser realizados em 2005, quando o Carrefour planeja abrir cerca de 12 novas lojas. No fim deste ano, o grupo começará uma campanha de publicidade. O Carrefour tem perdido participação no mercado ultimamente para o grupo brasileiro Pão de Açúcar.

Na avaliação do Carrefour, suas vendas no Brasil devem crescer 8 por cento neste ano, mas deverão ter uma “forte retomada” em 2005 e 2006, acrescentou o diretor de vendas de alimentos do Carrefour em São Paulo, Franck Pierre.
Fonte: UOL Notícias
.


Clique aqui para obter a versão em PDF do boletim, para que você possa imprimi-lo e fixá-lo nos murais de seu local de trabalho.

Os arquivos para download possuem extensão PDF. Caso você não consiga abri-los, clique na figura para obter o Acrobat Reader.

Não quero mais receber o boletim
(digite seu nome e e-mail):

Enviar notícias, divulgar eventos
ou escrever comentários:
Indicar alguém para receber
este boletim:

Instituto Observatório Social
Diretoria Executiva
Kjeld Jakobsen - Presidente
Artur Henrique dos Santos (CUT/Brasil)
Ari do Nascimento (CUT/Brasil)
Maria Ednalva Bezerra de Lima(CUT/Brasil)
Carlos Roberto Horta (Unitrabalho)
Clemente Ganz Lúcio (Dieese)
Maria Inês Barreto (Cedec)
Clóvis Scherer (Coordenador Técnico Nacional)
Odilon Faccio (Coordenador Institucional)
Boletim Rede Sindical
Diretor Responsável: Kjeld Jakobsen
Editores:
Odilon Faccio, José Drummond e Karen Brouwer
Equipe: Ronaldo Baltar, Lilian Arruda, Pieter Sijbrandij
Jornalista Responsável:
Laura Tuyama (SC 959-JP)
Colaboração: Sandra Werle (SC 515-JP)
Tradução: Jeffrey Hoff e Valéria Herzberg
Projeto Gráfico/Editoração: Coordenação de Comunicação do IOS
Fotos: Banco de Imagens Instituto Observatório Social
Edição de imagens: Ana Iervolino
Administração de sistemas: Walter André Pires
Endereço: Av. Mauro Ramos, 1.624, sala 202, Centro, Florianópolis
Santa Catarina - Brasil - CEP: 88020-302
Tel.: (48) 3028-4400
E-mail: redesindical@observatoriosocial.org.br
Site: www.observatoriosocial.org.br/boletim/boletim.htm