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BOLETIM
DAS REDES SINDICAIS
NAS EMPRESAS MULTINACIONAIS |
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uEmprego
em bancos uRio
Tinto investirá uPresidente da Shell-Brasil fala aos funcionários sobre futuro da empresa uComerciários
de Campina Grande fecham uSeminário
visa criar rede entre sindicatos em empresas americanas |
Instituto
Observatório Social
Nº 56 - 8 de setembro de 2004 |
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OIT:
maioria dos trabalhadores Somente
8 de cada 100 trabalhadores no mundo vivem em países que possuem
condições favoráveis de segurança econômica.
Este dado é resultado do novo relatório da Organização
Internacional do Trabalho (OIT), Economic Security for a Better
World (Segurança Econômica para um Mundo Melhor).
O
relatório da OIT se baseia em pesquisas com mais de 48 mil trabalhadores
e 10 mil empresas em todo o mundo, assim como um banco de dados de segurança
social global e estatísticas nacionais. A
segurança econômica é medida com base em sete formas
de segurança relacionadas ao trabalho: oportunidade de emprego,
proteção contra demissões injustas, evolução
na carreira, medidas de proteção da saúde no trabalho,
treinamento, salário mínimo e representação
sindical. Mais de 90 países, representando mais de 85% da população
mundial, foram classificados em relação a esses critérios.
A
pesquisa indica que o fator mais importante para a felicidade não
é o quanto se ganha, e sim a segurança em ter um rendimento
e o baixo grau de desigualdade salarial. Ou seja, parece ser mais importante
ao trabalhador um salário estável, que seja previsível
e justo. A pesquisa afirma também que ter mais habilidades não necessariamente faz o trabalhador mais feliz. Esse resultado é atribuído ao sentimento de frustração que muitas pessoas sentem por possuírem habilidades que não são usadas no trabalho. O
Brasil está na 39ª posição no ranking dos
países que oferecem segurança econômica. Faz parte
das nações que têm políticas e instituições
aparentemente boas, mas resultados menos significativos. No quesito
segurança de salários, é o 41º. Está
na 37ª posição em mercado de trabalho e proteção
contra demissões. É 36º em satisfação
e estabilidade do trabalho. Em proteção contra acidentes
de trabalho está em 34ª. No sistema de representação
sindical, fica na 40ª posição. Cai para 70ª
quando o quesito é a utilização de competências. |
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| AGENDA |
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13
e 14 de setembro 29
e 30 de setembro 20
de outubro 6
a 15 de novembro 20
a 30 de novembro |
Emprego
em bancos
Os
dados foram apurados pelo jornal Valor Econômico, que ressalta também
que a diminuição de emprego nos bancos está diretamente
relacionada a diversos fatores, entre eles a tecnologia. O
atendimento pela internet, por exemplo, chegou a 2003 a 11,27%, de acordo
com dados da Fenaban. A ferramenta praticamente inexistia para o grande
público há dez anos. Já o auto-atendimento em caixas
automáticos foi de 32,37%, enquanto nos tradicionais guichês
foi de apenas 18,9%. A concentração do setor, puxada pela seqüência de fusões no final dos anos 90 e início da nova década, foi outro fator que pesou na onda de cortes, avalia Ana Carolina Tosetti, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). O número de bancários atingiu o patamar mínimo em 2001, após a compra do Banespa pelo Santander, quando havia no mercado 393,1 mil profissionais. Nos anos 80, a categoria contava com mais de 800 mil pessoas. Fonte: Valor Econômico Rio
Tinto investirá A mineradora Rio Tinto definiu um plano de investimentos de US$ 650 milhões para o Brasil. O valor, a ser aplicado em três anos, é maior do que o total investido pela companhia anglo-australiana nos 33 anos em que opera no país.
Segunda maior produtora de minério de ferro do mundo, a mineradora
investirá na expansão de sua mina em Corumbá (MS)
e no desenvolvimento de um pólo de mineração e siderurgia
em sociedade com o grupo argentino Techint, para produção
de 1 milhão de toneladas de ferro e aço. Além do
desenvolvimento do pólo de Corumbá, a empresa está
trabalhando em pesquisa mineral de bauxita e diamantes no Brasil, mas
deve deixar a exploração de ouro. |
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Presidente
da Shell-Brasil fala aos O presidente da Shell, Aldo Castelli, enviou pessoalmente um comunicado aos cerca de 2 mil funcionários no país para falar pela primeira vez sobre a possibilidade de venda de ativos de distribuição no Brasil. Segundo uma fonte da companhia, Castelli teria confirmado uma reestruturação do portfólio mundial da companhia, citando as vendas de postos na Venezuela e em Portugal, mas disse que o segmento de distribuição no Brasil tem apresentado bons resultados. O presidente da companhia visitou cada andar da sede da empresa, no Rio, e tentou tranqüilizar os funcionários. Em 2003, a Shell Brasil registrou prejuízo de R$ 632 milhões, cinco vezes maior do que o prejuízo de R$ 125,7 milhões em 2002. Já em 2001, a empresa teve lucro de R$ 77 milhões. As perdas no Brasil são atribuídas aos investimentos em exploração e produção. A companhia já investiu cerca de US$ 400 milhões no país e aumentou seu portifólio de 11 para 17 blocos, durante a Sexta Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Fonte: Power, citando Valor
Comerciários
de Campina Grande fecham
No acordo, os funcionários vão ter direito a participação nos resultados se cumprirem as metas estabelecidas pelo supermercado dentro de um determinado período. O
objetivo do sindicato é que no acordo do próximo ano os
trabalhadores consigam discutir a participação não
apenas nos resultados, mas principalmente nos lucros, já que
esta independe de atingir metas e está ligada aos lucros obtidos
pela empresa. |
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Seminário
visa criar rede entre
O
evento pretende reunir militantes e dirigentes sindicais que atuam em
empresas de capital americano presentes na Bahia. Para os organizadores,
este encontro deverá ser o primeiro passo para constituir um coletivo
de sindicatos que atuam nas diferentes empresas americanas. Nós
temos notado que as empresas de capital norte-americano têm um perfil
bastante universalizado. Ao mesmo tempo, as atividades sindicais por empresas
não estão tendo um resultado eficiente na promoção
de melhoria das condições de trabalho. A formação
de uma rede de sindicatos de trabalhadores de diferentes empresas pode
fortalecer a nossa posição, afirma Delsuc Gomes, diretor
do sindicato e funcionário da empresa Millennium. A
programação será aberta pela palestra de Carolyn
Kasdyn, representante no Brasil da Solidarity Center, entidade ligada
à central sindical norte-americana AFL-CIO. Ela irá falar
sobre o modelo sindical dos Estados Unidos, a forma como funcionam as
negociações coletivas, bem como os intercâmbios e
campanhas mundiais que sua entidade participa. Entre
as empresas norte-americanas presentes na Bahia, estão: Air Products,
Dow Química, DuPont, Halliburton, Millennium, Monsanto, Química
Geral do Nordeste (QGN - Church & Dwight), Ucar, White Martins e Xerox. Mais informações: Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Químico/Petroleiro (BA), fone (71) 243-8788 e e-mail: secretaria@sind.org.br. Carrefour
planeja expansão no Brasil
Os
investimentos começarão a ser realizados em 2005, quando
o Carrefour planeja abrir cerca de 12 novas lojas. No fim deste ano, o
grupo começará uma campanha de publicidade. O Carrefour
tem perdido participação no mercado ultimamente para o grupo
brasileiro Pão de Açúcar. Na
avaliação do Carrefour, suas vendas no Brasil devem crescer
8 por cento neste ano, mas deverão ter uma forte retomada
em 2005 e 2006, acrescentou o diretor de vendas de alimentos do Carrefour
em São Paulo, Franck Pierre. |
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| Instituto
Observatório Social Diretoria Executiva Kjeld Jakobsen - Presidente Artur Henrique dos Santos (CUT/Brasil) Ari do Nascimento (CUT/Brasil) Maria Ednalva Bezerra de Lima(CUT/Brasil) Carlos Roberto Horta (Unitrabalho) Clemente Ganz Lúcio (Dieese) Maria Inês Barreto (Cedec) Clóvis Scherer (Coordenador Técnico Nacional) Odilon Faccio (Coordenador Institucional) |
Boletim
Rede Sindical Diretor Responsável: Kjeld Jakobsen Editores: Odilon Faccio, José Drummond e Karen Brouwer Equipe: Ronaldo Baltar, Lilian Arruda, Pieter Sijbrandij Jornalista Responsável: Laura Tuyama (SC 959-JP) Colaboração: Sandra Werle (SC 515-JP) Tradução: Jeffrey Hoff e Valéria Herzberg Projeto Gráfico/Editoração: Coordenação de Comunicação do IOS Fotos: Banco de Imagens Instituto Observatório Social Edição de imagens: Ana Iervolino Administração de sistemas: Walter André Pires Endereço: Av. Mauro Ramos, 1.624, sala 202, Centro, Florianópolis Santa Catarina - Brasil - CEP: 88020-302 Tel.: (48) 3028-4400 E-mail: redesindical@observatoriosocial.org.br Site: www.observatoriosocial.org.br/boletim/boletim.htm |
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