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BOLETIM DAS REDES SINDICAIS NAS EMPRESAS MULTINACIONAIS

Especial Intercâmbio Sindical

uSindicalistas fazem retrato da situação na Alemanha

uUm em cada dois trabalhadores
está estressado,
afirma IG Metall

E mais:

uEstresse no trabalho
passa a preocupar acionistas

uLG investirá US$ 40 milhões em nova fábrica em SP

uBancários fazem jornadas de luta no próximo dia 25

uABN Amro é investigado
por lavagem de dinheiro

uSeminário vai discutir
trabalho no setor terciário

uFUP faz balanço das negociações com setor privado

 

 


AGENDA

25 de novembro
Jornada Continental de Luta no ABN-Amro Bank. No Brasil, Paraguai, Argentina, Uruguai e Chile.

20 a 30 de novembro
V Intercâmbio Sindical Alemanha-Brasil-Holanda. Na Holanda.

13 e 14 de dezembro
Encontro do Comitê dos Trabalhadores na Unilever.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 





 


 

 


 

Instituto Observatório Social
Diretoria Executiva
Kjeld Jakobsen - Presidente
Artur Henrique dos Santos (CUT/Brasil)
Ari do Nascimento (CUT/Brasil)
Maria Ednalva Bezerra de Lima(CUT/Brasil)
Carlos Roberto Horta (Unitrabalho)
Clemente Ganz Lúcio (Dieese)
Maria Inês Barreto (Cedec)
Clóvis Scherer (Coordenador Técnico Nacional)
Odilon Faccio (Coordenador Institucional)

Boletim Rede Sindical
Diretor Responsável:
Kjeld Jakobsen
Editores:

Odilon Faccio, José Drummond e Karen Brouwer
Equipe:
Ronaldo Baltar, Lilian Arruda, Pieter Sijbrandij
Jornalista Responsável:
Laura Tuyama (SC 959-JP)
Colaboração:
Sandra Werle (SC 515-JP)
Tradução:
Jeffrey Hoff e Valéria Herzberg
Projeto Gráfico/Editoração:
Coordenação de Comunicação do IOS
Fotos:
Odilon Faccio e Banco de Imagens Instituto Observatório Social
Edição de imagens:
Ana Iervolino
Administração de sistemas:
Walter André Pires
Endereço:
Av. Mauro Ramos, 1.624, sala 202,
Centro, Florianópolis
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CEP: 88020-302
Tel.: (48) 3028-4400


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Instituto Observatório Social - Nº 67 - 23 de novembro de 2004

Intercâmbio Sindical
Começa o intercâmbio sindical na Holanda

Sindicalistas brasileiros e holandeses estão participando esta semana do Intercâmbio Sindical, que iniciou no dia 21 e vai até 28 de novembro em diversas cidades da Holanda.

A programação prevê visitas às empresas Akzo Nobel, Philips e Unilever. Os trabalhadores brasileiros dessas multinacionais poderão conhecer a realidade de seus colegas no país sede das empresas.

Também já estão marcados debates com representantes dos sindicato, para troca de experiências sobre ação sindical, saúde e segurança no trabalho e cooperação internacional.

Outro ponto da agenda é a participarão de uma manifestação organizada pelos sindicatos. Eles protestam contra uma recente decisão da União Européia (UE) que na prática flexibiliza a legislação aplicada a empresas de serviços. Agora, essas empresas vão poder mudar de país sem ter que respeitar a legislação da UE da área, que é mais restritiva, e sim as leis do país para onde estão mudando.

Para finalizar, no dia 26 haverá um seminário público, em que os participantes irão fazer um balanço deste intercâmbio, que é promovido pelo Observatório Social Europa, com apoio da central sindical holandesa FNV.
Foto: intercâmbio na Holanda realizado em 2003.

Intercâmbio Sindical na Alemanha
Sindicalistas fazem retrato da situação na Alemanha

Transferência das fábricas, aumento da jornada de trabalho, precarização das condições de trabalho estão entre os principais desafios para os trabalhadores na Alemanha. O relato foi feito na visita dos sindicalistas brasileiros ao IG Metall em Stuttgart, durante o 4o Intercâmbio Sindical. Os brasileiros foram recebidos por Klaus Neuberger, Cláudia Rahman e Benno Eber.

De acordo com os sindicalistas, os trabalhadores alemães estão enfrentando uma forte pressão dos empresários para alterar os contratos de trabalho. Um dos objetivos das empresas é aumentar a jornada de trabalho em 14%, de 35 para 40 horas. Com ameaças de transferir a produção para outros países, as empresas também pressionam a redução de salários. Uma delas já reduziu entre 200 a 300 euros.

As empresas estão racionalizando o número de trabalhadores, abolindo postos de trabalho com redução dos membros nos sindicatos. Cresce também a contratação de mensalistas, que sofrem pressão para não participarem dos sindicatos.

Os sindicalistas encerraram a apresentação listando seus vários desafios: transferência das fábricas para outros países, aumento da jornada de trabalho, aumento da formação profissional, aumento dos salários, aumento do número de vagas para os jovens aprendizes, aumento da solidariedade entre as fábricas, desenvolvimento de comitês e redes nacionais de sindicatos, aumento do número de filiados.
Foto: Reunião com o sindicato dos metalúrgicos (IG Metall) em Stuttgart.

Intercâmbio Sindical na Alemanha
Um em cada dois trabalhadores
está estressado, afirma IG Metall

Na visita à sede do IG Metall em Frankfurt, um dos problemas discutidos foi o estresse e as condições de trabalho cada vez mais deterioradas na Europa. Cláudia Rahman, do sindicato alemão, e Bert Römer, responsável pelo tema saúde e segurança no local de trabalho, disseram que na Alemanha o trabalho está se tornando mais rápido e mais desgastante.

Embora as empresas já tenham melhorado aspectos como calor, ruído, poeira, o principal problema agora é a pressão do tempo. Os sindicalistas afirmam que um a cada dois trabalhadores dizem estar com estresse. "Os trabalhadores atuam em projetos que tem prazos tão curtos que chegam a ser irrealistas. Levam trabalho para casa ou aumentam a jornada".

As empresas também estão aumentando os contratos temporários e terceirizados, que já seriam 20% do total dos trabalhadores, de acordo com o sindicato. Estes aceitam jornadas maiores para serem efetivados. Entre as prioridades do sindicato para humanizar as condições de trabalho, estão: limitar o excesso de jornada de trabalho, melhorar as condições de trabalho dos idosos e reduzir o trabalho precário.

Estresse no trabalho passa a preocupar acionistas

Um recente estudo divulgado na Inglaterra aponta que o estresse no trabalho está se tornando uma preocupação cada vez maior para os investidores em fundos socialmente responsáveis. Baseado em análise em sete empresas como a British Telecom, Rolls Royce e Reuters, o estudo foi elaborado pela empresa britânica Henderson Global Investors, que gerencia fundos de investimentos. Conclui que o Reino Unido perde 400 milhões de libras anuais devido ao estresse, devido a faltas por motivos de doença e queda da produtividade das empresas. Entre as causas, estão as exigências e a sobrecarga do trabalho, além de conflitos no ambiente.
Fonte: Ethical Corp.

LG investirá US$ 40 milhões em nova fábrica em SP

A LG Electrônics anunciou que vai investir US$ 40 milhões na ampliação da fábrica de celulares em Taubaté (SP) . A produção de dois milhões de celulares por ano passará em 2005 para 6,5 milhões de aparelhos/ano. Vinte por cento desse total será exportado. A nova fábrica começa a funcionar em seis meses e vai gerar, segundo previsão da LG, 500 empregos diretos e 450 indiretos.
Fonte: Agência Estado

Bancários fazem jornadas de luta no próximo dia 25


A Jornada Internacional de Luta dos Bancários acontece no próximo dia 25 de novembro em cinco países simultaneamente: Brasil, Chile, Uruguai, Paraguai e Argentina. A iniciativa é da Coordenadoria das Centrais Sindicais do Cone Sul.
No evento, sindicalistas e trabalhadores irão distribuir boletins informativos divulgando a situação de trabalho nos bancos, em especial no ABN Amro, HSBC e Grupo Santander . Um dos boletins irá criticar as empresas que promovem demissões em massa e ao mesmo tempo veiculam publicidade sobre responsabilidade social.

ABN Amro é investigado por lavagem de dinheiro

O banco holandês ABN Amro confirmou que está sendo investigado pelo governo americano por violar uma lei contra a lavagem de dinheiro. Em julho, o banco assinou um acordo com o Federal Reserve US (correspondente ao banco central norte-americano) sobre uma suposta transferência ilegal de dinheiro de uma fonte suspeita através do sistema financeiro em Nova York.

De acordo com o Wall Street Journal, a agência de Nova York cortou secretamente suas ligações com aproximadamente 100 bancos na Rússia, leste europeu e Caribe, no decorrer das investigações americanas sobre suas transações com instituições financeiras estrangeiras. O banco teria prometido a fazer isso como parte do seu acordo com o Federal Reserve. Na metade do ano 2000, o ABN foi investigado pelo Departamento de Justiça dos EUA pela transferência de dinheiro da Letônia (leste europeu) no valor de 885 mil dólares. Alegou-se que esse dinheiro era parte de uma operação fraudulenta para evitar o pagamento de impostos da Rússia.
Fonte: Ethical Corp.

Seminário vai discutir trabalho no setor terciário

Entre os dias 6 e 8 de dezembro acontece em São Paulo o Seminário Internacional "O Trabalho no Setor Terciário". O objetivo é debater as condições de trabalho no setor de serviços, comparando realidades em diferentes países: Brasil, França e Argentina.

Este evento faz parte de um projeto de pesquisa "Mercado de Trabalho e Modernização no Setor Terciário Brasileiro", do qual o IOS participa. Uma das empresas estudadas é o Carrefour. A promoção é do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), CESIT (Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho), com apoio do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

FUP faz balanço das negociações com setor privado

A Federação Única dos Petroleiros divulgou um balanço da negociação coletiva em dez empresas privadas, que juntas empregam cerca de seis mil trabalhadores. Entre as empresas estão as multinacionais Halliburton, Schlumberger e Sotep.

Algumas estão pela primeira vez negociando com a FUP e com os sindicatos. É o caso das norte-americanas Hannover, Baker e Smith. Em outras, como a Halliburton, Sotep, Perbras, BJ Service, Prest, Schlumberger e Marítima, os trabalhadores estão fortalecendo acordos já conquistados. Por outro lado, ainda há empresas que resistem em reconhecer a representatividade sindical dos trabalhadores. Os trabalhadores da Marítima conseguira reajuste de 12,1%. Os da Halliburton conquistaram a contratação de 60 novos empregados. Veja o balanço completo em: www.fup.org.br/noticias/article_2004_11_19_5139.html

E-mail: redesindical@observatoriosocial.org.br | Site: www.observatoriosocial.org.br/boletim/boletim.htm