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BOLETIM DAS REDES SINDICAIS NAS EMPRESAS MULTINACIONAIS
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Especial Intercâmbio Sindical uSindicalistas fazem retrato da situação na Alemanha uUm em cada dois trabalhadores E mais: uEstresse no trabalho uLG investirá US$ 40 milhões em nova fábrica em SP uBancários fazem jornadas de luta no próximo dia 25 uABN Amro é investigado uSeminário vai discutir uFUP faz balanço das negociações com setor privado
AGENDA 25 de novembro 20 a 30 de novembro 13 e 14 de dezembro
Instituto Observatório Social Boletim Rede Sindical
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Instituto Observatório Social - Nº 67 - 23 de novembro de 2004 5º
Intercâmbio Sindical
A programação prevê visitas às empresas Akzo Nobel, Philips e Unilever. Os trabalhadores brasileiros dessas multinacionais poderão conhecer a realidade de seus colegas no país sede das empresas. Também já estão marcados debates com representantes dos sindicato, para troca de experiências sobre ação sindical, saúde e segurança no trabalho e cooperação internacional. Outro ponto da agenda é a participarão de uma manifestação organizada pelos sindicatos. Eles protestam contra uma recente decisão da União Européia (UE) que na prática flexibiliza a legislação aplicada a empresas de serviços. Agora, essas empresas vão poder mudar de país sem ter que respeitar a legislação da UE da área, que é mais restritiva, e sim as leis do país para onde estão mudando. Para
finalizar, no dia 26 haverá um seminário público,
em que os participantes irão fazer um balanço deste intercâmbio,
que é promovido pelo Observatório Social Europa, com apoio
da central sindical holandesa FNV. 4º
Intercâmbio Sindical na Alemanha
De acordo com os sindicalistas, os trabalhadores alemães estão enfrentando uma forte pressão dos empresários para alterar os contratos de trabalho. Um dos objetivos das empresas é aumentar a jornada de trabalho em 14%, de 35 para 40 horas. Com ameaças de transferir a produção para outros países, as empresas também pressionam a redução de salários. Uma delas já reduziu entre 200 a 300 euros. As empresas estão racionalizando o número de trabalhadores, abolindo postos de trabalho com redução dos membros nos sindicatos. Cresce também a contratação de mensalistas, que sofrem pressão para não participarem dos sindicatos. Os
sindicalistas encerraram a apresentação listando seus
vários desafios: transferência das fábricas para
outros países, aumento da jornada de trabalho, aumento da formação
profissional, aumento dos salários, aumento do número
de vagas para os jovens aprendizes, aumento da solidariedade entre as
fábricas, desenvolvimento de comitês e redes nacionais
de sindicatos, aumento do número de filiados. Na visita à sede do IG Metall em Frankfurt, um dos problemas discutidos foi o estresse e as condições de trabalho cada vez mais deterioradas na Europa. Cláudia Rahman, do sindicato alemão, e Bert Römer, responsável pelo tema saúde e segurança no local de trabalho, disseram que na Alemanha o trabalho está se tornando mais rápido e mais desgastante. Embora as empresas já tenham melhorado aspectos como calor, ruído, poeira, o principal problema agora é a pressão do tempo. Os sindicalistas afirmam que um a cada dois trabalhadores dizem estar com estresse. "Os trabalhadores atuam em projetos que tem prazos tão curtos que chegam a ser irrealistas. Levam trabalho para casa ou aumentam a jornada". As empresas também estão aumentando os contratos temporários e terceirizados, que já seriam 20% do total dos trabalhadores, de acordo com o sindicato. Estes aceitam jornadas maiores para serem efetivados. Entre as prioridades do sindicato para humanizar as condições de trabalho, estão: limitar o excesso de jornada de trabalho, melhorar as condições de trabalho dos idosos e reduzir o trabalho precário. Estresse no trabalho passa a preocupar acionistas Um
recente estudo divulgado na Inglaterra aponta que o estresse no trabalho
está se tornando uma preocupação cada vez maior
para os investidores em fundos socialmente responsáveis. Baseado
em análise em sete empresas como a British Telecom, Rolls Royce
e Reuters, o estudo foi elaborado pela empresa britânica Henderson
Global Investors, que gerencia fundos de investimentos. Conclui que
o Reino Unido perde 400 milhões de libras anuais devido ao estresse,
devido a faltas por motivos de doença e queda da produtividade
das empresas. Entre as causas, estão as exigências e a
sobrecarga do trabalho, além de conflitos no ambiente. LG investirá US$ 40 milhões em nova fábrica em SP A LG Electrônics anunciou que vai investir US$ 40 milhões
na ampliação da fábrica de celulares em Taubaté
(SP) . A produção de dois milhões de celulares por
ano passará em 2005 para 6,5 milhões de aparelhos/ano. Vinte
por cento desse total será exportado. A nova fábrica começa
a funcionar em seis meses e vai gerar, segundo previsão da LG,
500 empregos diretos e 450 indiretos.
ABN Amro é investigado por lavagem de dinheiro O banco holandês ABN Amro confirmou que está sendo investigado pelo governo americano por violar uma lei contra a lavagem de dinheiro. Em julho, o banco assinou um acordo com o Federal Reserve US (correspondente ao banco central norte-americano) sobre uma suposta transferência ilegal de dinheiro de uma fonte suspeita através do sistema financeiro em Nova York. De
acordo com o Wall Street Journal, a agência de Nova York cortou
secretamente suas ligações com aproximadamente 100 bancos
na Rússia, leste europeu e Caribe, no decorrer das investigações
americanas sobre suas transações com instituições
financeiras estrangeiras. O banco teria prometido a fazer isso como parte
do seu acordo com o Federal Reserve. Na
metade do ano 2000, o ABN foi investigado pelo Departamento de Justiça
dos EUA pela transferência de dinheiro da Letônia (leste europeu)
no valor de 885 mil dólares. Alegou-se que esse dinheiro era parte
de uma operação fraudulenta para evitar o pagamento de impostos
da Rússia. Seminário vai discutir trabalho no setor terciário Entre os dias 6 e 8 de dezembro acontece em São Paulo o Seminário Internacional "O Trabalho no Setor Terciário". O objetivo é debater as condições de trabalho no setor de serviços, comparando realidades em diferentes países: Brasil, França e Argentina. Este evento faz parte de um projeto de pesquisa "Mercado de Trabalho e Modernização no Setor Terciário Brasileiro", do qual o IOS participa. Uma das empresas estudadas é o Carrefour. A promoção é do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), CESIT (Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho), com apoio do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). FUP
faz balanço das negociações com setor privado A Federação Única dos Petroleiros divulgou um balanço da negociação coletiva em dez empresas privadas, que juntas empregam cerca de seis mil trabalhadores. Entre as empresas estão as multinacionais Halliburton, Schlumberger e Sotep. Algumas
estão pela primeira vez negociando com a FUP e com os sindicatos.
É o caso das norte-americanas Hannover, Baker e Smith. Em
outras, como a Halliburton, Sotep, Perbras, BJ Service, Prest, Schlumberger
e Marítima, os trabalhadores estão fortalecendo acordos
já conquistados. Por
outro lado, ainda há empresas que resistem em reconhecer a representatividade
sindical dos trabalhadores. Os
trabalhadores da Marítima conseguira reajuste de 12,1%. Os da Halliburton
conquistaram a contratação de 60 novos empregados. Veja
o balanço completo em: www.fup.org.br/noticias/article_2004_11_19_5139.html |
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