Gravidade dos casos da gripe A (H1N1) e da comum é semelhante
Dados indicam que abordagem clínica para diagnóstico, tratamento e internação deve ser a mesma para ambos os vírus, informa o diretor de vigilância epidemiológica
Confira aqui o áudio da entrevista coletiva: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/mp3/24_07_coletiva_hage_hemil...
Dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira, 24 de julho, indicam semelhança entre a gravidade dos casos de influenza A (H1N1) e de gripe comum ou sazonal no Brasil. Dos 1.566 casos confirmados para a nova influenza A (H1N1) no país entre 25 de abril e 18 de julho deste ano, 14,2% apresentaram dificuldade respiratória moderada ou grave, além de febre e tosse — sintomas compatíveis com a definição de síndrome respiratória aguda grave. No mesmo período, das 528 pessoas com diagnóstico da gripe sazonal, 17% evoluíram para esse mesmo quadro.
“No Brasil, podemos afirmar categoricamente que adoecer pela gripe comum ou pela H1N1 é muito semelhante do ponto de vista da gravidade dos casos. Isso indica que a abordagem clínica para diagnóstico, tratamento e internação deve ser a mesma para ambos os vírus”, afirmou o diretor de Vigilância Epidemiológica do MS, Eduardo Hage, em conversa com a imprensa. Não existem estudos que apontem como o novo vírus vai se comportar daqui para frente.
De abril a julho, foram notificados 8.328 casos suspeitos de algum tipo de gripe no país, com maior concentração nas regiões Sul e Sudeste. Desse total, 1.957 casos foram descartados para qualquer vírus influenza e 4.277 ainda estão em estudo.
Do ponto de vista da manifestação da doença por idade, também há semelhança entre os dois vírus. A análise epidemiológica realizada até o momento indica que a faixa etária mais acometida tanto pelo vírus H1N1 quanto pelo vírus da influenza sazonal é a de 20 a 49 anos, com mais de 60% dos casos.
Por outro lado, desde abril, dos exames de diagnóstico com resultado positivo para algum tipo de vírus respiratório nos três laboratórios de referência do Brasil — Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/RJ), Instituto Evandro Chagas (IEC/PA) e Instituto Adolf Lutz (SP) —, 60% foram para H1N1. No Chile e na Argentina, esse percentual já ultrapassa 90%.
Segundo Hage, ainda é cedo para se confirmar, mas é possível que o novo vírus esteja substituindo o vírus da gripe comum.
USO DO ANTIVIRAL - Eduardo Hage reiterou que o uso indiscriminado do antiviral fosfato de Oseltamivir (conhecido como Tamiflu) para todos os casos de gripe pode tornar o novo vírus A (H1N1) resistente ao medicamento, isto é, diminuir sua eficácia no tratamento da doença. “O número de países que apresentam resistência ao novo vírus em relação ao Oseltamivir tem aumentado. Além de Hong Kong, Japão e Dinamarca, o Canadá, especificamente na província de Quebec, registrou um caso de resistência nesta semana”, disse o diretor.
De acordo com o Protocolo de Manejo Clínico e Vigilância Epidemiológica da Influenza do Ministério da Saúde, baseado em recomendações da Organização Mundial da Saúde, apenas os pacientes com agravamento do estado de saúde nas primeiras 48 horas, desde o início dos sintomas, e as pessoas com maior risco de apresentar quadro clínico grave serão medicadas com o fosfato de oseltamivir. O grupo de risco é composto por idosos, crianças menores de dois anos, gestantes, pessoas com diabetes, doença cardíaca, pulmonar ou renal crônica, deficiência imunológica (como pacientes com câncer, em tratamento para AIDS), pessoas com obesidade mórbida e também com doenças provocadas por alterações da hemoglobina, como anemia falciforme.
Confira outros pontos da conversa com a imprensa:
Cálculo da letalidade e da taxa de mortalidade do novo vírus A (H1N1)
A partir de agora e de acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), a letalidade do novo vírus A (H1N1) será medida apenas em relação aos casos graves. O percentual de pessoas que chegam a óbito em relação ao total de pacientes graves é, no momento, de 12,8%.
A taxa de mortalidade do novo vírus A (H1N1), por sua vez, será calculada considerando o número de casos em relação ao número de habitantes. Isso permitirá a comparação da mortalidade pela gripe neste ano em relação aos anos anteriores, o que poderá ser feito depois do fechamento do mês de julho. Com as 29 mortes confirmadas no Brasil pela doença até o dia 22 de julho, a taxa de mortalidade por influenza A (H1N1) no país é de 0,015 por 100 mil habitantes. Confira outras taxas de mortalidade no mundo:... Continua em: http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dsp...
Vejam também:
Ministério divulga tira-dúvidas sobre gripe A: http://jesusprev.zip.net/arch2009-07-01_2009-07-31.html#2009_07-26_02_21...
As diferenças entre a gripe comum e influenza A (H1N1); http://jesusprev.zip.net/arch2009-07-01_2009-07-31.html#2009_07-26_02_21...
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gripe h1n1
porque a gripe e pior para gestantes
UMA EPIDEMIA MAIS GRAVE QUE A GRIPE SUÍNA: A DE MAU JORNALISMO
Esta tal de influeza A (H1N1), ou gripe suina, tem me intrigado e quando recebi mais este material, por e_mail, minhas suspeitas se confirmaram, vejam:
UMA EPIDEMIA MAIS GRAVE QUE A GRIPE SUÍNA: A DE MAU JORNALISMO
por: Celso Lungaretti
Uma epidemia muito pior que a gripe suína está grassando: a do alarmismo jornalístico.
A nova modalidade de influenza é uma moléstia que ainda não atingiu contingentes mais significativos da população brasileira, além de bem pouco letal.
Mas, trombeteando dia após dia a mórbida contagem de cadáveres, o noticiário causa, em leitores pouco afeitos a estatísticas, a impressão de que estejam diante de uma terrível ameaça.
Longe disto. Em comparação com as grandes pestes do passado, a gripe suína é refresco.
Vale lembrar, p. ex., que a gripe espanhola matou quase 2% da população brasileira, no final da década de 1920: aproximadamente 300 mil pessoas.
Pior ainda é se compararmos os dados da gripe suína com outras causas de mortandade. Aí o que fica evidenciado é a má fé da imprensa.
Vejam o caso da cidade de São Paulo: o número de óbitos ainda não chega a oito.
Pois bem, em maio eu alertei (ver aqui) que a concentração criminosamente elevada de enxofre no diesel mata, somente em São Paulo, capital, 3 mil pessoas ao ano -- ou seja, oito por dia!
Mas, como há interesses econômicos de grande monta envolvidos, o assunto é praticamente banido do noticiário.
Já o terrorismo midiático em torno da gripe suína tem sinal verde porque não afetou negócios importantes, pelo menos até agora. Só fez diminuir um pouco o turismo.
Vamos ver se a imprensa manterá o mesmo comportamento leviano caso o público venha a desertar consideravelmente das salas de espetáculos, comprometendo as receitas dos cadernos de variedades.
De resto, tenho a satisfação de louvar, mais uma vez, o corajoso trabalho do ombudsman da Folha de S. Paulo, Carlos Eduardo Lins da Silva, que ousou neste domingo qualificar o estardalhaço promovido por seu jornal em torno da gripe suína como irresponsável (ver aqui).
Seu comentário é uma verdadeira aula de ética jornalística. Vale a pena reproduzir os principais trechos:
"A reportagem e principalmente a chamada de capa sobre a gripe A (H1N1) no domingo passado constituem um dos mais graves erros jornalísticos cometidos por este jornal desde que assumi o cargo, em abril de 2008.
"O título da chamada, na parte superior da página, dizia: 'Gripe suína deve atingir ao menos 35 milhões no país em 2 meses'. A afirmação é taxativa e o número, impressionante.
"Nas vésperas, os hospitais estavam sobrecarregados, com esperas de oito horas para atendimento.
"Mesmo os menos paranoicos devem ter achado que suas chances de contrair a enfermidade são enormes. Quem estivesse febril e com tosse ao abrir o jornal pode ter procurado assistência médica.
"O texto da chamada dizia que um modelo matemático do Ministério da Saúde 'estima que de 35 milhões a 67 milhões de brasileiros podem (...) ser afetados pela gripe suína em oito semanas (...). O número de hospitalizações iria de 205 mil a 4,4 milhões'.
"É quase impossível ler isso e não se alarmar. Está mais do que implícito que o modelo matemático citado decorre de estudos feitos a partir dos casos já constatados de gripe A (H1N1) no Brasil.
"Mas não. Quem foi à página C5 (...) descobriu que o tal modelo matemático, publicado em abril de 2006, foi baseado em dados de pandemias anteriores e visavam formular cenários para a gripe aviária (H5N1).
"O pior é que a Redação não admite o erro. Em resposta à carta do Ministério da Saúde, que tentava restabelecer os fatos, respondeu com firulas formalistas como se o missivista e os leitores não soubessem ver o óbvio. Em resposta ao ombudsman, disse que considera a chamada e a reportagem 'adequadas' e que 'informar a genealogia do estudo na chamada teria sido interessante, mas não era absolutamente essencial'."
Fonte: http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/2009/07/pior-epidemia-e-de-mau-jo...
Jesus Divino Barbosa de Souza
jesusprevidencia@hotmail.com
http://Jesusprev.zip.net
42 perguntas e respostas sobre a influenza A (H1N1) + link anexo
A minha amiga Maria Ivanilda me mandou um e-mail com estas 42 perguntas e respostas sobre a influenza A (H1N1).
Também tem um material muito bom na página da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), vejam em: http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/area.cfm?id_area=15...
1.- Quanto tempo dura vivo o vírus da influenza A (H1N1). numa maçaneta ou superfície lisa?
R - Até 10 horas.
2. - Quão útil é o álcool em gel para limpar-se as mãos?
R - Torna o vírus inativo e o mata.
3.- Qual é a forma de contágio mais eficiente deste vírus?
R - A via aérea não é a mais efetiva para a transmissão do vírus, o fator mais importante para que se instale o vírus é a umidade, (mucosa do nariz, boca e olhos) o vírus não voa e não alcança mais de um metro de distancia.
4.- É fácil contagiar-se em aviões?
R - Não, é um meio pouco propício para ser contagiado.
5.- Como posso evitar contagiar-me?
R - Não passar as mãos no rosto, olhos, nariz e boca. Não estar com gente doente. Lavar as mãos mais de 10 vezes por dia.
6.- Qual é o período de incubação do vírus?
R - Em média de 5 a 7 dias e os sintomas aparecem quase imediatamente.
7.- Quando se deve começar a tomar o remédio?
R - Dentro das 72 horas os prognósticos são muito bons, a melhora é de 100%
8.- De que forma o vírus entra no corpo?
R - Por contato ao dar a mão ou beijar-se no rosto e pelo nariz, boca e olhos.
9.- O vírus é mortal?
R - Não, o que ocasiona a morte é a complicação da doença causada pelo vírus, que é a pneumonia.
10.- Que riscos têm os familiares de pessoas que faleceram?
R - Podem ser portadores e formar uma rede de transmissão.
11.- A água de tanques ou caixas de água transmite o vírus?
R - Não porque contém químicos e está clorada
12.- O que faz o vírus quando provoca a morte?
R - Uma série de reações como deficiência respiratória, a pneumonia severa é o que ocasiona a morte.
13.- Quando se inicia o contagio, antes dos sintomas ou até que se apresentem?
R - Desde que se tem o vírus, antes dos sintomas.
14.- Qual é a probabilidade de recair com a mesma doença?
R - De 0%, porque fica-se imune ao vírus suíno.
15.- Onde encontra-se o vírus no ambiente?
R - Quando uma pessoa portadora espirra ou tosse, o vírus pode ficar nas superfícies lisas como maçanetas, dinheiro, papel, documentos, sempre que houver umidade. Já que não será esterilizado o ambiente se recomenda extremar a higiene das mãos.
16.- O vírus ataca mais às pessoas asmáticas?
R - Sim, são pacientes mais suscetíveis, mas ao tratar-se de um novo germe todos somos igualmente suscetíveis.
17.- Qual é a população que está atacando este vírus?
R - De 20 a 50 anos de idade.
18.- É útil a máscara para cobrir a boca?
R - Existem alguns de maior qualidade que outros, mas se você não está doente é pior, porque os vírus pelo seu tamanho o atravessam como se este não existisse e ao usar a máscara, cria-se na zona entre o nariz e a boca um microclima úmido próprio ao desenvolvimento viral: mas se você já está infectado use-o para não infectar aos demais, apesar de que é relativamente eficaz.
19.- Posso fazer exercício ao ar livre?
R - Sim, o vírus não anda no ar nem tem asas.
20.- Serve para algo tomar Vitamina C?
R - Não serve para nada para prevenir o contagio deste vírus, mas ajuda a resistir seu ataque.
21.- Quem está a salvo desta doença ou quem é menos suscetível?
R - A salvo não esta ninguém, o que ajuda é a higiene dentro de lar, escritórios, utensílios e não ir a lugares públicos.
22.- O vírus se move?
R - Não, o vírus não tem nem patas nem asas, a pessoa é quem o coloca dentro do organismo.
23.- Os mascotes contagiam o vírus?
R - Este vírus não, provavelmente contagiem outro tipo de vírus.
24.- Se vou ao velório de alguém que morreu desse vírus posso me contagiar?
R - Não.
25.- Qual é o risco das mulheres grávidas com este vírus?
R - As mulheres grávidas têm o mesmo risco mas por dois, podem tomar os antivirais mas em caso de de contagio e com estrito controle médico.
26.- O feto pode ter lesões se uma mulher grávida se contagia com este vírus?
R - Não sabemos que estragos possa fazer no processo, já que é um vírus novo.
27.- Posso tomar acido acetilsalicílico (aspirina)?
R - Não é recomendável, pode ocasionar outras doenças, a menos que você tenha prescrição por problemas coronários, nesse caso siga tomado.
28.- Serve para algo tomar antivirales antes dos sintomas?
R - Não serve para nada.
29.- As pessoas com AIDS, diabetes, câncer, etc., podem ter maiores complicações que uma pessoa sadia se contagiam com o vírus?
R - SIM.
3O.- Uma gripe convencional forte pode se converter em influenza?
R - NAO.
31.- O que mata o vírus?
R - O sol, mais de 5 dias no meio ambiente, o sabão, os antivirais, álcool em gel.
32.- O que fazem nos hospitais para evitar contágios a outros doentes que não têm o vírus?
R - O isolamento.
33.- O álcool em gel é efetivo?
R - SIM, muito efetivo.
34.- Se estou vacinado contra a influenza estacional sou inócuo a este vírus?
R - Não serve para nada, ainda não existe vacina para este vírus.
35.- Este vírus está sob controle?
R - Não totalmente, mas estão tomando medidas agressivas de contenção.
36.- O que significa passar de alerta 4 a alerta 5?
R - A fase 4 não faz as coisas diferentes da fase 5, significa que o vírus se propagou de Pessoa a Pessoa em mais de 2 países; e fase 6 é que se propagou em mais de 3 países.
37.- Aquele que se infectou deste vírus e se curou, fica imune?
R - SIM.
38.- As crianças com tosse e gripe têm influenza?
R - É pouco provável, pois as crianças são pouco afetadas.
39.- Medidas que as pessoas que trabalham devam tomar?
R - Lavar-se as mãos muitas vezes ao dia.
40.- Posso me contagiar ao ar livre?
R - Se há pessoas infectadas e que tosam e/ou espirre perto pode acontecer, mas a via aérea é um meio de pouco contágio.
41.- Pode-se comer carne de porco?
R - SIM pode e não há nenhum risco de contágio.
42.- Qual é o fator determinante para saber que o vírus já está controlado?
R - Ainda que se controle a epidemia agora, no inverno boreal (hemisfério norte) pode voltar e ainda não haverá uma vacina.
Fonte: http://www.grupos.com.br/group/escolacontinentaldasaudedotrabalhador
Jesus Divino Barbosa de Souza
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