Encontro busca alternativas para a organização sindical
Os sindicatos buscam rejuvenescimento. Confrontados com uma nova realidade política e econômica, que demanda novas lutas e objetivos, as organizações dos trabalhadores querem encontrar na juventude a renovação necessária para o futuro. Mas os jovens não buscam, ou ao menos não tem buscado os sindicatos. Cresce na América Latina a quantidade de jovens em condições precárias de trabalho – mas não tem havido, de modo geral, uma integração desses jovens com a luta sindical de seus países. Como resolver esse impasse? Como criar uma agenda sindical que reflita as necessidades e anseios do jovem trabalhador, e assim atraí-lo para a militância?
Essas questões foram o centro das discussões no Encontro da Juventude Trabalhadora da Confederação Sindical das Américas (CSA), ocorrido nos dias 10 e 11 de março em São Paulo. Os debates contaram com a presença de representantes de 12 países da América Latina, além do Coordenador de Juventude da Confederação Sindical Internacional (CSI), Philippe Gousenbourger. Em nome das entidades sindicais brasileiras, tivemos Rosana Souza, Secretária Nacional de Juventude da CUT, além dos secretários de Juventude da Força Sindical, Jefferson Coriteac, e da UGT, Elimar Cavaleto. Na pauta das discussões, a avaliação dos resultados de iniciativas anteriores, e a busca de caminhos para uma relação mais harmoniosa entre os sindicatos e os jovens trabalhadores de toda a América Latina.
Os professores da rede pública de ensino de São Paulo decidiram, em assembleia realizada hoje (12), manter a greve iniciada na última segunda-feira (8). A assembleia ocorreu no vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp) na Avenida Paulista e reuniu mais de 15 mil professores, segundo os organizadores, e cinco mil, de acordo com a polícia.
Após a assembleia, os professores saíram em passeata pela Avenida Paulista. Eles se deslocam até a sede da Secretaria da Educação, na Praça da República. Uma nova assembleia foi marcada para a próxima sexta-feira (19).
Segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), a adesão dos professores já ultrapassa os 80%.
A troca de conhecimento é fundamental para a luta dos trabalhadores na América Latina. Acreditando nisso, três representantes da Escuela Nacional Sindical da Colômbia (ENS) estiveram no Observatório Social na última semana. Guillermo Correa Montoya, Juan Bernardo Rosado e John Fredy Bedoya representaram o ENS nesses encontros, em uma visita que discutiu o presente na busca de alternativas para o futuro.
A ENS é uma entidade que busca gerar conhecimento sobre os trabalhadores colombianos, abastecendo os sindicatos do país com dados e estatísticas. Juntamente com a CUT Colômbia, está integrada à Rede Latino-Americana de Pesquisa em Empresas Multinacionais (RedLat), coordenada pelo IOS e que reúne sindicatos e entidades de pesquisa ligadas a sete países da América Latina.
Poucas leis que discriminam a mulher foram revogadas na África, América Latina, Ásia e Europa, 62 anos depois de a Declaração Universal dos Direitos Humanos proclamar que "todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos". Índia e Malásia anularam leis penais que permitiam a violação conjugal e o Haiti revogou uma lei que permitia ao marido assassinar sua mulher em caso de adultério. A Coreia do Sul mudou a legislação que designava o homem como chefe de família, enquanto a Colômbia anulou uma lei que fixava idade mínima para se casar em 14 anos para homens e 12 para mulheres. Já o Paquistão eliminou o requisito legal pelo qual eram necessárias quatro testemunhas para provar que houve violação.
Contudo, há muito por fazer. As mulheres continuam lutando contra a intolerância de gênero, disse Taina Bien-Aime, diretora-executiva da Igualdade Já, uma organização internacional de direitos humanos com sede em Nova York.
O Instituto Observatório Social é uma iniciativa
da CUT-Brasil,
em parceira com o Dieese, Cedec
e Unitrabalho.
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