Troca de experiências marca visita de colombianos ao Observatório Social
A troca de conhecimento é fundamental para a luta dos trabalhadores na América Latina. Acreditando nisso, três representantes da Escuela Nacional Sindical da Colômbia (ENS) estiveram no Observatório Social na última semana. Guillermo Correa Montoya, Juan Bernardo Rosado e John Fredy Bedoya representaram o ENS nesses encontros, em uma visita que discutiu o presente na busca de alternativas para o futuro.
A ENS é uma entidade que busca gerar conhecimento sobre os trabalhadores colombianos, abastecendo os sindicatos do país com dados e estatísticas. Juntamente com a CUT Colômbia, está integrada à Rede Latino-Americana de Pesquisa em Empresas Multinacionais (RedLat), coordenada pelo IOS e que reúne sindicatos e entidades de pesquisa ligadas a sete países da América Latina.
Segundo Guillermo Montoya, "a ideia central da visita é observar os trabalhos de investigação e pesquisa do Observatório Social e da CUT Brasil, e a partir daí determinar como a ENS pode utilizar essas metodologias no trabalho que desenvolvemos na Colômbia".
Poucas leis que discriminam a mulher foram revogadas na África, América Latina, Ásia e Europa, 62 anos depois de a Declaração Universal dos Direitos Humanos proclamar que "todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos". Índia e Malásia anularam leis penais que permitiam a violação conjugal e o Haiti revogou uma lei que permitia ao marido assassinar sua mulher em caso de adultério. A Coreia do Sul mudou a legislação que designava o homem como chefe de família, enquanto a Colômbia anulou uma lei que fixava idade mínima para se casar em 14 anos para homens e 12 para mulheres. Já o Paquistão eliminou o requisito legal pelo qual eram necessárias quatro testemunhas para provar que houve violação.
Contudo, há muito por fazer. As mulheres continuam lutando contra a intolerância de gênero, disse Taina Bien-Aime, diretora-executiva da Igualdade Já, uma organização internacional de direitos humanos com sede em Nova York.
Apesar de já estar em vigor há mais de três anos, a Lei Maria da Penha ainda enfrenta dificuldades de aplicação devido a desigualdades regionais. É o que pretende mostrar um estudo coordenado pelo Observatório Lei Maria da Penha, ligado à Universidade Federal da Bahia. A pesquisa irá traçar um diagnóstico sobre a aplicação da lei em 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal.
"Queremos contribuir para que a lei seja implementada de maneira efetiva. Nosso relatório revelará as desigualdades regionais que impedem a implementação total da lei", afirmou Márcia Gomes, coordenadora do estudo.
O levantamento é realizado por um consórcio formado por 12 organizações não governamentais e instituições de pesquisa brasileiras e avalia como as delegacias especiais e juizados (criados após a Lei Maria da Penha) estão funcionando.
Começa hoje (08/03) a 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres (MMM). O tema das mobilizações de 2010 é "Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres", e estão previstas atividades em vários países. No Brasil, a Ação será organizada em formato de uma marcha, que acontecerá entre os dias 08 e 18 de março e sairá de Campinas rumo a São Paulo.
Os dez dias de atividade serão divididos em marchas na parte da manhã e atividades de formação, à tarde. O objetivo é dar visibilidade à luta feminista contra o capitalismo e a favor da solidariedade internacional, além de buscar transformações reais para a vida das mulheres brasileiras. São esperadas delegações de todos os estados onde a MMM está presente.
O Instituto Observatório Social é uma iniciativa
da CUT-Brasil,
em parceira com o Dieese, Cedec
e Unitrabalho.
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