Instituto Observatório Social

 
arrow Início

Que temas o Observatório Social pesquisa?

Liberdade sindical
Negociação coletiva
Discriminação
Trabalho infantil
Trabalho forçado
Meio ambiente
Saúde e segurança no trabalho


Enquete

Menu
 Início
 ..................................
 Quem Somos
 Contato
 Perguntas freqüentes
 ..................................
 Estudos
 Temas
 Empresas
 ..................................
 Projetos Especiais
 ..................................
 Central de Notícias
 ..................................
 Publicações
 ..................................
 Biblioteca Virtual
 Mapa do site
 ..................................
 Links
 ..................................

A Biblioteca Virtual está disponível novamente em fase de testes. Agora com um novo visual e com maior facilidade no acesso aos documentos do IOS.



Termos de Referência
Os Direitos Fundamentais no Trabalho como referência para pesquisas do Observatório Social (arquivo pdf, 345 páginas).


Metodologia
Proposta metodológica das pesquisas realizadas pelo Observatório Social. (arquivo pdf).


Conexão Sindical
Projeto de formação de dirigentes sindicais para o uso das tecnologias da informação.


Banco de Denúncias de Práticas Anti-Sindicais
Nova ferramenta para defesa dos direitos dos trabalhadores.


Comércio internacional e desigualdade de gênero no Brasil
Os impactos da abertura comercial sobre o trabalho das mulheres.


 
Trabalho degradante  
25/07/2008

Fiscalização resgata 23 trabalhadores


Grupos atuavam em duas carvoarias e estavam em péssimas instalação e alojamento, sem água potável sem registro em carteira, nem férias; os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) eram cobrados

Image Ação do Grupo de Fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Mato Grosso do Sul resgatou 23 trabalhadores de duas carvoarias esta semana, ambas localizadas no caminho entre os municípios de São Gabriel d'Oeste e Rio Negro. Os grupos foram encontrados em péssimas condições de instalação e alojamento, sem água potável para consumo, sem registro em carteira de trabalho ou com desvio de função, sem pagamento, nem férias; os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) eram cobrados.

A fiscalização constatou que havia 23 trabalhadores nos locais, sendo que apenas três estavam registrados, porém em atividade e local de trabalho diversos daquele nos quais foram encontrados. Este vínculo foi desconsiderado e os auditores fiscais determinaram que se estabelecesse vínculo que configurasse a verdade real de atividades ligadas à produção do carvão.

Os trabalhadores cumpriam jornada exaustiva, com intervalo de meia hora para refeição, trabalhavam de segunda a sábado, com folga aos domingos, sendo que eram liberados a ir até a cidade apenas uma vez por mês. O grupo relatou que recebia pela produção diária entre R$ 15 e R$ 45, dependendo da função realizada (puxador de lenha, enchedor e tirador de forno, operador de motosserra). O pagamento era realizado mensalmente, em alguns casos quinzenalmente, ou quando precisavam se deslocar para a cidade. Alguns apresentaram recibos sem discriminação das parcelas remuneratórias, não havendo recebimento de outros adicionais como horas extras, ou adicionais de insalubridade e repouso semanal remunerado.

Os homens nunca receberam 13º salário ou férias, mesmo os que trabalhavam na carvoaria há mais de dois anos. Os trabalhadores eram ainda submetidos a alojamentos em cômodos de madeira, alguns com cobertura de folhas e outros de amianto, piso irregular, sem divisão, tornando o ambiente muito quente. Foram encontradas ainda ferramentas de trabalho (como por exemplo motosserras), tambores e mantimentos guardados nos alojamentos no mesmo local de dormitório.  As camas eram do tipo "tarimba", feitas com partes de árvores pelos próprios trabalhadores, com colchões precários de espuma extremamente finos e roupas de camas compradas por eles próprios, tudo em péssimas condições de higiene e conservação, sem energia elétrica, ou qualquer outra forma de iluminação, sem armários individuais.

Nas instalações sanitárias não havia lavatório e não era fornecido papel higiênico aos trabalhadores, sendo  que as paredes eram de alvenaria sem reboco e o chuveiro estava instalado no mesmo local do vaso sanitário.  A água que utilizavam para beber, tomar banho, preparar refeições, enfim todo o consumo diário, vinha de uma nascente, coletada por meio de uma roda d'água e acondicionada em caixas d'água, sendo que a água era ingerida sem nenhum processo de filtração ou purificação e não possuía laudo que pudesse atestar sua potabilidade.
Leia mais...

Funcionários da Infraero decidem entrar em greve a partir da próxima quarta-feira  
25/07/2008
Image Os funcionários da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) decidiram ontem (24), em assembléia, iniciar greve por tempo indeterminado a partir da meia-noite da próxima quarta-feira (30). Além da paralisação, eles resolveram incluir um novo pedido na pauta de reivindicação: a troca de toda diretoria da Infraero.
Leia mais...

Produtos que mais exploram recursos naturais são os que mais são exportados  
25/07/2008
Image Uma pesquisa publicada na Revista de Economia e Sociologia Rural apresenta um diagnóstico preocupante em relação à mudança na pauta das exportações agrícolas brasileiras. As análises apontam que os ganhos de competitividade da agricultura brasileira foram acompanhados por piora da qualidade das exportações. Ou seja, os produtos básicos, de baixo valor adicional e que exploram os recursos naturais foram os que mais ganharam espaço.
Leia mais...

Federação Metalúrgica cutista cobra agilidade na mudança da data-base dos trabalhadores em SP  
25/07/2008
Image Depois de duas horas de negociação realizada na tarde de quarta-feira, dia 23, com o Grupo 8 (que reúne os sindicatos patronais dos setores de Trefilação, Laminação de Metais Ferrosos; Refrigeração, equipamentos ferroviários, Esquadrias, Construções Metálicas, Artefatos de Ferro, rodoviários entre outros), dirigentes da FEM-CUT cobraram da bancada patronal "maior "agilidade" nas reivindicações sobre a mudança da data-base dos trabalhadores deste setor (atualmente, em 1º de agosto) para 1º de setembro; a criação de um Fundo de Formação/Qualificação Profissional e a redução da jornada de trabalho de 44h para 40h semanais, sem redução, no salário. Esta foi a segunda rodada de negociação e aconteceu na sede da FIESP.
Leia mais...

Mais...
Lei de Cotas para pessoas com deficiência completa 17 anos
América Latina avança no debate sobre Economia Solidária
Carvão "encarece" babaçu, fonte de renda de 400 mil famílias
Eletronuclear quer negociar exigências para Angra 3 com Ibama
Plantio em dobro poderá se tornar pena para quem desmatar
No Paraná, mais de 12 mil trabalhadores saem da informalidade por ação fiscal
Negociações da Rodada Doha passam por "momento decisivo", diz OMC
Alencar considera "absurda" a taxa básica de juros
Rendimento médio do trabalhador cresce, mas em ritmo menor
Mineração tem alta de empregos formais



Conheça a Rede
Latino-Americana
de Pesquisa em
Multinacionais






 

Pesquisa revela que políticas ambientais das empresas não chegam aos trabalhadores



Observatório Social Em Revista #13



Para acessar a versão digital ou solicitar a edição impressa da revista, clique aqui

Mais publicações



PRÊMIO HERZOG

Reportagem do Observatório Social ganha menção honrosa em prêmio jornalístico de direitos humanos. Leia aqui



ARTIGOS

- Trabalho Decente

Índice de Trabalho Decente nas Empresas: proposições para uma metodologia
Ana Yara Paulino, Maria Lúcia Vilmar e Ronaldo Baltar, pesquisadores do IOS, refletem sobre como o conceito de trabalho decente da OIT pode ser usado para conectar desenvolvimento social ao crescimento econômico por meio da participação dos trabalhadores. (34 p.; 137 kb). | English version (20 p., 462 kb)


- Crise aérea

Procuram-se culpados
O pesquisador Roberto Heloani faz uma reflexão sobre as condições e organização do trabalho dos controladores de vôo, a partir do ponto de vista dos pilotos de aviões.

Prevenção ou punição?

A pesquisadora Rita de Cássia Seixas Sampaio Araujo, que trabalha com vigilância em Saúde do Trabalhador, faz considerações para revisão da lógica no controle de tráfego aéreo do Brasil.


Mais artigos


Receba nossas notícias
em sua Área de Trabalho
RSS

 

 

topo

O Instituto Observatório Social é uma iniciativa da CUT-Brasil,
em parceira com o Dieese, Cedec e Unitrabalho.
Este sítio utiliza o software livre Mambo Opensource.
Melhor visualizado na resolução 1024 x 768 pixels.