Instituto Observatório Social

 
arrow Início arrow Central de Notícias arrow Direitos Humanos arrow Atividades no Fórum Social das Américas destacam situação atual do Haiti

Cadeias Produtivas

IOS realiza pesquisa na cadeia produtiva do Alumínio no norte do Brasil.
Veja os relatórios das empresas pesquisadas:

MRN - Mineração Rio do Norte
ALUNORTE - Alumina do Norte do Brasil S.A.
ALUMAR - Consórcio de Alumínio do Maranhão
ALBRAS - Alumínio Brasileiro S.A.

Menu
 Início
 ..................................
 Quem Somos
 Contato
 Perguntas freqüentes
 ..................................
 Estudos
 Temas
 Empresas
 ..................................
 Projetos Especiais
 
 - AMA - Multinacionais e Meio Ambiente
 - Conexão Sindical
 - Monitoramento do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo
 - Monitor de Empresas
 - RedLat
 - Responsabilidade Social Empresarial
 
 ..................................
 Central de Notícias
 9a Conferência Pesquisa e Ação
 Notícias do IOS
 Saúde e Segurança
 Meio Ambiente
 Trabalho Forçado
 Liberdade Sindical
 Trabalho Infantil
 Discriminação
 Negociação Coletiva
 Responsabilidade Social
 Direitos Humanos
 - RedLat
 FSM 2009
 Entrevistas
 Artigos
 Eventos
 Outros
 ..................................
 Publicações
 ..................................
 Mapa do site

Agenda
Confira as próximas atividades apoiadas e/ou promovidas pelo IOS


Boletim IOS
Para receber os boletins informativos do IOS, envie um e-mail para imprensa@os.org.br informando seu interesse.

 
Atividades no Fórum Social das Américas destacam situação atual do Haiti   Versão para Impressão  Enviar por e-mail 
28/07/2010

Mais de seis meses após o terremoto que destruiu o Haiti, a situação do país permanece preocupante. Milhares de haitianos e haitianas continuam em abrigos e a ajuda prometida para a reconstrução do país ainda não chegou. Além disso, a presença de tropas militares estrangeiras põe a soberania haitiana em risco. Esses serão alguns dos pontos abordados durante atividades do IV Fórum Social das Américas (FSA), que acontece de 11 a 15 de agosto em Assunção, no Paraguai.

De acordo com Sandra Quintela, socioeconomista do Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (Pacs), a Rede Jubileu Sul Américas preparou duas atividades sobre a situação haitiana a serem realizadas no marco do Fórum. De acordo com ela, nos dias 12 e 13 de agosto, os participantes serão convidados a refletir sobre o quadro do país após o terremoto de 12 de janeiro e sobre a relação da ocupação militar com a questão econômica.

As duas atividades têm objetivos bem precisos. Na primeira, Sandra revela que a ideia é reforçar a campanha continental de ajuda ao Haiti. "Menos de 2% dos recursos prometidos chegaram ao país", destaca. Já na segunda, a intenção é pedir a retirada dos militares estrangeiros do território haitiano. "Sete anos que estão no país [as tropas da Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti - Minustah] e nada fizeram", considera.

A intenção, segundo ela, é "não deixar o Haiti ser esquecido" pela população mundial. A preocupação da socioeconomista não é à toa. Seis meses depois da tragédia, a realidade do país continua precária. "A sensação é que o terremoto foi ontem", relata, com base em depoimento de uma amiga que veio recentemente do país caribenho.

De acordo com Sandra, ainda há destroços nas ruas, milhares de haitianos e haitianas continuam a viver em condições precárias em abrigos e tendas. "Com as chuvas, mulheres e crianças são obrigadas a passar a noite toda em pé porque o chão fica todo molhado", conta, denunciando também a promoção individual de vários artistas e organizações não governamentais internacionais. "Muitas pessoas vão para lá, mas, de fato, nada acontece, a população continua nas ruas", observa.

Situação que lembra as promessas de ajuda financeira feitas logo após a catástrofe e que ainda não chegaram ao país. "Tantas promessas e nada acontece. Por quê? A comunidade internacional não está interessada na reconstrução social", acredita. Na opinião de Sandra, a comunidade internacional está mesmo preocupada é com a questão econômica, ou seja, na instalação de empresas, na concessão de novos empréstimos e nas privatizações, como já aconteceu com a telefonia.

"Quem, de fato, tem interesse na reconstrução soberana do Haiti? A própria população haitiana", aponta. Para isso, apesar de todas as dificuldades, aos poucos movimentos e organizações do país tentam se reorganizar e realizar ações como assembleias populares e manifestações.

Uma dessas ações é contra as tropas militares no país, questão também destacada nas atividades do Fórum Social das Américas. De acordo com a socioeconomista, a operação militar no Haiti já vai entrar no sétimo ano e pouca coisa foi feita. "A Minustah não está nas ruas, não há a presença que esperavam", comenta.

Exemplo disso é o que se pode observar depois do sismo. "Aumentou o número de militares após o terremoto e os destroços continuam", afirma, destacando o alto custo para manter os militares no país. "O custo das tropas é crescente: 600, 700, 800 milhões de dólares", ressalta.

Karol Assunção
Adital


 

Revista Observatório Social - Edição 16 [ESGOTADA]



Para solicitar a edição impressa da revista, clique aqui

Para acessar a versão Acrobat (pdf) da edição, clique aqui

Mais publicações



Devastation Inc.

To download the English version of the report Devastation Inc., click here


 

topo

O Instituto Observatório Social é uma iniciativa da CUT-Brasil,
em parceira com o Dieese, Cedec e Unitrabalho.
Este sítio utiliza o software livre Mambo Opensource.
Melhor visualizado na resolução 1024 x 768 pixels.