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ER11 - Reportagem - Indústria moveleira
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18/12/2006
Página 5 de 10 Falta de qualificação é parte do problema
O presidente do Sindusmobil, Udo Weihermann, atribui parte do problema dos acidentes à rápida modernização da indústria moveleira. Em dez anos o foco mudou de móveis coloniais com madeira nativa vendidos ao mercado interno para móveis em pínus reflorestado visando o mercado internacional.
"Essas mudanças atraíram muitos trabalhadores não-qualificados para a região, onde antes havia pleno emprego", diz. Ele admite que, além de atos inseguros, existem também condições inseguras. "É um clima horrível quando uma empresa tem um acidente; ninguém quer ter um".
Weihermann destaca os progressos já obtidos, em especial nas empresas de grande porte, e acredita que o setor caminha para uma grande redução no número de acidentes: "Um dia a cobrança por segurança vai chegar ao mesmo nível de prioridade que a cobrança por qualidade".
Ação conjunta
Ele defende uma atuação conjunta de empresas, trabalhadores e governo para padronizar os procedimentos de controle de segurança e aumentar o monitoramento sobre a cadeia de fornecedores. Sua expectativa é que as ações da Comissão Tripartite de Prevenção comecem em breve.
O empresário acredita que facilitar o processo de importação de máquinas representaria um avanço importante, principalmente para as pequenas e médias empresas, que utilizam equipamentos ultrapassados ou obsoletos.
Um ponto essencial para transformar a realidade, na sua avaliação, é o investimento em educação com perspectiva de longo prazo: "Queremos que a próxima geração esteja preparada para trabalhar com segurança".
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