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ER11 - Reportagem - Indústria moveleira
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18/12/2006
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Produtividade com ética
Empresa aposta em segurança como vantagem competitiva
A Móveis James, de São Bento do Sul, empresa de porte médio com 150 funcionários e R$ 13,5 milhões de faturamento em 2005, é apontada pelo próprio Sindicato dos Trabalhadores como um exemplo na prevenção de acidentes. A começar pelos equipamentos. Seu parque fabril possui máquinas importadas que reduzem ao mínimo o contato com ferramentas perigosas.
"Prefiro que a empresa seja vista não como 'bom exemplo', e sim como uma que faz o dever de casa", diz o diretor presidente, James Pfutzenreuter. O histórico de acidentes graves é mínimo, mas o empresário deixa claro que o risco faz parte da atividade: "É preciso conscientizar os funcionários disso". Ele destaca segurança como vantagem competitiva que fortalece a confiança do cliente. E lembra que o funcionário parado representa prejuízo tanto para a União como para a empresa.
O valor do ritmo
Uma das reclamações mais freqüentes dos trabalhadores moveleiros de São Bento do Sul, a pressão excessiva para produzir, não parece ser ponto de conflito na Móveis James. "Eu cobro produtividade, mas com ética", afirma. "Não se pode apressar uma atividade onde existe risco. O ritmo do trabalho é mais importante que os picos".
Há dez anos uma empresa da área de segurança no trabalho dá assessoria três vezes ao mês e cobra a diretoria sobre o que precisa ser mudado. A Cipa faz uma ata mensal e a diretoria implementa as mudanças propostas. O equipamento de proteção individual é obrigatório de fato: "Sou um cara chão de fábrica, faço questão que usem", diz.
Entre as medidas que ele defende para aumentar a segurança está o incentivo do governo à compra de equipamentos importados – mais prazo e mais carência nos financiamentos –, pois as máquinas alemãs e italianas não têm, na sua avaliação, similar nacional.
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