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Cadeias Produtivas

IOS realiza pesquisa na cadeia produtiva do Alumínio no norte do Brasil.
Veja os relatórios das empresas pesquisadas:

MRN - Mineração Rio do Norte
ALUNORTE - Alumina do Norte do Brasil S.A.
ALUMAR - Consórcio de Alumínio do Maranhão
ALBRAS - Alumínio Brasileiro S.A.

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DLH Nordisk culpa autoridades brasileiras pelo escândalo das madeireiras   Versão para Impressão  Enviar por e-mail 
08/07/2009
Companhia flagrada na cadeia produtiva do desmatamento diz que autoridades brasileiras não têm interesse em fiscalizar as operações realizadas na floresta

Image O grupo dinamarquês DLH Nordisk, uma das maiores companhias mundiais de comercialização de madeira, culpa autoridades brasileiras pelos recentes escândalos que revelaram um esquema de esquentamento e exportação de madeira amazônica extraída ilegalmente. O grupo dinamarquês foi relacionado, na última edição de Observatório Social Em Revista, por estar entre as empresas que se beneficiam do esquema que movimenta milhões de dólares todos os anos, e que envolve empresas fantasmas, planos de manejo irregulares e corrupção de órgãos de fiscalização.

Questionado sobre o envolvimento, o consultor ambiental do grupo DLH, Erik Albrechtsen, afirmou que a "DLH não está envolvida em qualquer esquema de venda ilegal de madeira", e culpou as autoridades brasileiras por se mostrarem pouco interessadas no atual cenário florestal brasileiro. "As autoridades não estão fazendo esforços para motivar as empresas a investir em uma gestão florestal sustentável. Pelo contrário, as autoridades estão dificultam diretamente a gestão sustentável das florestas, por meio da falta de aprovação de projetos de manejo florestal", afirmou o consultor.

O esquema denunciado, entretanto, mostrou que a corrupção de alguns funcionários de órgãos ambientais no Pará favorecia não apenas a aprovação de projetos de manejo florestal irregulares, como também beneficiava empresas exploradoras de madeira, autorizando a retirada de quantidades muito acima do limite considerável sustentável.

Em entrevista, Albrechtsen informou que grande parte da madeira comprada pelo grupo é proveniente de países de risco, como Brasil, Indonésia, Malásia, Costa do Marfim, Gabão, Gana e Congo. No Brasil, especificamente, o único programa mencionado pelo consultor para garantir a origem da madeira é o chamado Programa Bom Fornecedor, do próprio grupo, e a presença de dois engenheiros em Belém (PA), que tratam com os fornecedores sobre assuntos florestais e ambientais.

Através de levantamentos feitos pela equipe de reportagem do IOS, com a colaboração da Imaflora, foi identificado que a empresa DLH Brasil, que também faz parte do grupo DLH, possui certificação FSC. A informação parece não ser do conhecimento do consultor Albrechtsen, que disse, ainda, que "no momento em que tomamos conhecimento sobre supostas irregularidades entre nossos fornecedores, nós fazemos nossas próprias investigações". Após as denúncias, Imaflora e FSC instalaram processos de investigação entre as empresas certificadas, entre elas a DLH Brasil.

Questionado sobre as ações tomadas após a revelação do esquema de esquentamento de madeira ilegal, Albrechtsen afirmou que o grupo deixou de comprar madeira de apenas um dos fornecedores denunciados, e que preferiu acreditar na palavra do outro fornecedor. "Mantemos negociação com outro fornecedor porque temos garantias de que este fornecedor não recebe qualquer madeira proveniente da empresa sub-fornecedora, também referida na reportagem".

Sobre o grupo DLH

Filial americana do grupo dinamarquês de transporte marítimo e madeira Dalhoff, Larsen e Horneman (DLH), o grupo DLH Nordisk foi fundado em 1908. Em janeiro de 2000, o grupo adquiriu a EAC Timber e formou uma das maiores companhias mundiais de comercialização independente de madeira. As fontes de matéria-prima do grupo estão na América do Sul, na África, na Europa Ocidental e no Leste Asiático. O grupo DLH também possui filiais na Bélgica (Indufor), França (Indubois Nordisk e Bois), Holanda (Indufor) e Reino Unido (DLH Timber). A característica principal do grupo é a compra de madeira de exportadores, ao invés da realização da exportação em si. Segundo o Greenpeace, o principal mercado para a madeira comprada pelo grupo DLH na Amazônia é composto por França, Dinamarca, Portugal, Espanha, Holanda, Tailândia, Filipinas, China e Estados Unidos. O grupo já foi denunciado pelo Greenpeace e pela ONG Forests Monitor por comercialização de madeira ilegal.

Image Saiba mais

Para ter acesso à versão virtual ou solicitar a versão impressa de Observatório Social Em Revista 15, que denuncia o esquema mencionado, clique aqui.

Para saber sobre outras repercussões causadas pelas denúncias, clique aqui.


Por Paola Bello

 

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