Brasil é um dos países mais perigosos para ativistas ambientais e rurais, diz ONG

Comunicação IOS

Na última quinta-feira, 13, a ONG Global Witness, divulgou um estudo que aponta o Brasil como um dos países mais perigosos do mundo para ativistas envolvidos em questões rurais ou ambientais. Só em 2016, 49 pessoas foram assassinadas no país. A ONG também afirma que a indústria madeireira estaria ligada a 16 assassinatos,  e que “o Brasil é pior país em termos de números absolutos com diversos assassinatos perpetrados por proprietários de terra responsáveis por inúmeras mortes na Amazônia”.  

Ao todo, nos 24 países pesquisados, 200 pessoas foram mortas no ano passado, cerca de 40% eram indígenas. O estudo revela o crescimento do número de vítimas, em 2015 foram assassinadas 185 pessoas em 16 países.

América Latina

O levantamento também mostra os assassinatos na América Latina. Em 2016, o número de ativistas mortos na Colômbia chegou a 37 e em Honduras, a 14. A Nicarágua registrou 11 assassinatos de defensores ambientais em 2016. A Guatemala contabilizou seis mortos, seguida por México com três e Peru com dois.

Entre os responsáveis pelos crimes, a ONG diz que identificou o envolvimento de paramilitares em 35 casos, sobretudo na Colômbia e Filipinas. A polícia foi responsável por 33 assassinatos, os proprietários de terra estiveram envolvidos em 26 casos e seguranças particulares, em 14 casos. Alguns caçadores também foram acusados no envolvimento de mortes principalmente na África.

Em seu site, a Global Witness enfatiza que os assassinatos são uma das táticas usadas para silenciar os ativistas, que também são vítimas de outras agressões como prisões indevidas e violência sexual.   

Assista o filme produzido pela organização que traz o depoimento de alguns ativistas, clique aqui

Crédito da Foto: 
Agência Brasil
Data e hora: 
17/07/2017 15:00 2017
Data: 
17/07/2017 2017